Irã quer ampliar e institucionalizar relações com o Brasil

Chanceler diz que fortalecimento de laços seria benéfico a ambos os países e não afetaria outras nações

Efe,

08 de março de 2010 | 10h52

Irã precisa estreitar e institucionalizar ainda mais os laços com o Brasil no futuro pelo benefício de ambos os países, disse nesta segunda-feira, 8, o ministro de Relações Exteriores iraniano, Manoucher Mottaki, meses antes da visita do presidente Lula a Teerã.

 

Em uma reunião com o ministro brasileiro e Ciências e Tecnologia, Sérgio Machado, o chefe da diplomacia iraniana afirmou que a ampliação da amizade entre as duas partes "beneficiará ambas as nações e não danará a nenhum outro país".

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"Teerã e Brasília mantêm boas relações e é necessário que no futuro esses laços sejam estreitados por meio das instituições. Hoje em dia, ambos se apoiam mutuamente e são conscientes de seu potencial. Sua relação não afeta terceiros países e ambos não permitirão que outros interfiram", acrescentou.

 

Machado, por sua vez, disse que ambos os países acumulam um grande potencial apropriado para fomentar a cooperação bilateral em todos os campos e previu que a colaboração se ampliará de forma progressiva no futuro.

 

As relações entre Brasil e Irã cresceram nos últimos anos e tiveram uma grande prova de firmeza depois da recente visita do presidente Mahmoud Ahmadinejad ao País. Lula deve retribuir a visita ao colega iraniano em maio.

 

Nos últimos meses, o Brasil defendeu o programa nuclear iraniano e expressou sua oposição à imposição de novas sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU. O Ocidente acusa Teerã de manter o sistema de enriquecimento de urânio para a fabricação de armas nucleares, mas as autoridades iranianas negam e alegam que o processo tem fins puramente pacíficos.

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