Irã quer justificativa de agência nuclear para liberar visitas

A agência da ONU encarregada da supervisão nuclear ainda não apresentou boas razões para visitar uma instalação iraniana onde existem suspeitas de que possam estar sendo desenvolvidas armas nucleares, disse a mídia iraniana.

REUTERS

27 Maio 2012 | 10h54

O complexo de Parchin está no centro da suspeita de países ocidentais de que o Irã esteja desenvolvendo bombas atômicas, apesar das repetidas negativas do governo iraniano de que tenha esse objetivo.

Um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgado na semana passada afirmou que imagens de satélite mostraram "atividades extensas" em Parchin.

Autoridades iranianas recusaram acesso ao complexo, situado a sudeste de Teerã, dizendo que se trata de uma instalação militar.

"As razões e documentos ainda não foram apresentados pela agência para nos convencer a dar permissão a essa visita", disse no sábado o diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Fereydoun Abbasi-Davani, segundo a agência iraniana de notícias Fars.

Seis potências mundiais não conseguiram convencer o Irã na semana passada a suspender sua mais sensível atividade nuclear, mas elas vão reunir-se novamente em Moscou no mês que vem para tentar pôr fim ao impasse que elevou os temores de que uma nova guerra possa ameaçar o abastecimento mundial de petróleo.

Relatório divulgado em novembro pela AIEA afirmava que o Irã havia construído uma grande área de contenção em Parchin, em 2000, para conduzir testes nucleares o que "era um forte indicador de possível desenvolvimento de uma arma", segundo a agência.

No relatório da semana passada a AIEA não entrou em detalhes sobre as atividades que acredita estejam sendo realizada ali, mas diplomatas ocidentais suspeitam que o Irã esteja tentando remover qualquer evidência potencialmente incriminadora.

(Por Marcus George)

Mais conteúdo sobre:
IRA NUCLEAR AIEA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.