Irã quer negociar combustível nuclear com Conselho de Segurança

País quer renovar negociações com a comunidade internacional

AP

19 de abril de 2010 | 11h14

TEERÃ - O ministro das Relações Exteriores do Irã disse nesta segunda-feira, 19, que Teerã quer discutir um acordo sobre combustível nuclear com os membros do Conselho de Segurança, em uma nova tentativa de renovar as negociações com a comunidade internacional.

 

O ministro das Relações Exteriores Manouchehr Mottaki foi citado pela rádio estatal dizendo que delegações iranianas irão "visitar a China, Rússia, Líbano e Uganda dentro dos próximos 10 dias".

 

Mottaki disse que o Irã quer negociações diretas com todos os membros do Conselho exceto um, com o qual manterá negociações indiretas. Ele se referia aos Estados Unidos, já que Teerã e Washington não mantêm relações diplomáticas.

 

As negociações foram interrompidas depois que o Irã rejeitou um plano apoiado pela ONU que oferecia combustível nuclear em troca do estoque iraniano de urânio enriquecido, uma troca que comprometeria a construção de uma bomba nuclear.

 

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pediu por "sanções rígidas" contra o Irã para prevenir o país de desenvolver a capacidade de produção de armamentos nucleares.

 

Em uma entrevista transmitida nesta segunda-feira no programa "Good Morning America" da rede ABC, Netanyahu disse que ele se preocupa que a comunidade internacional não está sendo agressiva o suficiente para cortas as ambições nucleares de Teerã.

 

Netanyahu disse que a possibilidade do Irã desenvolver um programas de armas nucleares representa "o maior problema de nossos tempos".

 

Ele pediu pelo boicote do petróleo refinado do Irã e disse que se as nações membros do Conselho de Segurança não conseguirem chegar a um acordo sobre tal procedimento, haveria uma "coalizão da vontade" entre outros países que também estão preocupados com o Irã.

 

O Ocidente teme que o urânio enriquecido pelo Irã mascare ambições para a construção de armamentos nucleares. Teerã nega as acusações e diz que o programa é guiado para propósitos pacíficos, como a produção elétrica.

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