Irã rebate acusações e diz que visita de Bush ao Golfo fracassou

Governo de Teerã diz que vizinhos árabes fizeram fracassar o plano do presidente dos EUA de isolar o país

Efe,

13 de janeiro de 2008 | 11h51

O Irã disse neste domingo, 13, que seus vizinhos árabes fizeram fracassar o plano do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de isolar o país. Além disso, minimizou a importância das advertências de Washington contra Teerã após o incidente de domingo passado no Estreito de Ormuz. Segundo os EUA, lanchas da tropa de elite iraniana enviaram mensagens ameaçadoras para cinco navios da Marinha americana no Estreito de Ormuz O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, Mohamad Ali Hosseini, também declarou que a viagem de Bush pelo Oriente Médio e o Golfo Pérsico tem como objetivo "apoiar interesses" de Israel "contra os palestinos" e incitar os países árabes contra o Irã. "Os países da região fizeram fracassar os planos de Bush contra o Irã e fortaleceram sua cooperação com a República Islâmica", disse Hosseini, segundo a rede de TV iraniana Alalam. Bush, que chegou neste domingo aos Emirados Árabes Unidos (EAU), após ter visitado Barein, Kuwait, Cisjordânia e Israel, lançou novas advertências contra o Irã durante sua viagem. Além disso, voltou a acusar Teerã de apoiar milícias insurgentes no Iraque, algo negado pelas autoridades iranianas. O presidente dos Estados Unidos ainda se referiu às ameaças, segundo a versão do Pentágono, de lanchas iranianas a navios militares americanos no Estreito de Ormuz, e alertou o Irã para que ações similares não se repitam, já que poderiam ter "sérias conseqüências". Em resposta, o porta-voz iraniano negou mais uma vez a versão americana do incidente e reafirmou que as lanchas iranianas costumam pedir aos navios em Ormuz que se identifiquem, algo que considerou "de rotina e de acordo com as normas internacionais". "A ameaça (de Bush) não afetará o compromisso do Irã com suas obrigações internacionais", disse Hosseini em alusão às patrulhas iranianas nas águas do Golfo Pérsico. Hosseini ainda reiterou que seu país seguirá adiante com seu programa nuclear "pacífico" e com sua "cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)", cujo diretor, Mohamad ElBaradei, terminou neste domingo uma visita de dois dias ao país.

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