Irã rechaça suspeitas sobre programa nuclear do país

Embaixador do país na AIEA e aiatolá Khamenei reafirmam que Repúlica Islâmica não busca armas atômicas

Agência Estado,

19 de fevereiro de 2010 | 10h04

O embaixador do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Ali Asghar Soltanieh, afirmou nesta sexta-feira que são "sem fundamento" as constatações de um relatório vazado no dia anterior sobre o programa nuclear do país, segundo a agência de notícias Fars. O documento afirma que Teerã pode estar buscando desenvolver uma carga nuclear que pode ser usada em mísseis.

 

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Soltanieh disse que os documentos citados no relatório enviado à AIEA foram "fabricados e portanto não têm qualquer validade". Segundo ele, por várias vezes documentos do tipo foram mostrados e ele afirmou que eram falsificações.

 

O diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, demonstrou preocupação com o fato de que o Irã possa estar tentando desenvolver essa carga nuclear, em seu primeiro relatório ao conselho de dirigentes da AIEA nesta quinta-feira. A linguagem do documento foi muito mais dura que a usada pelo antecessor do japonês, o egípcio Mohamed ElBaradei, que deixou o posto em novembro.

 

Soltanieh repetiu que o programa nuclear iraniano tem apenas fins pacíficos, como a produção de energia. "A República Islâmica repetidamente afirmou que nunca interromperá suas atividades nucleares pacíficas, nem sua cooperação com a agência", afirmou o iraniano.

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Potências ocidentais suspeitam que Teerã mantenha também um programa nuclear secreto, buscando armas. O Irã já foi alvo de três rodadas de sanções no Conselho de Segurança da ONU exigindo a interrupção do enriquecimento de urânio, um processo que pode servir tanto a fins pacíficos quanto militares.

 

Também nesta sexta-feira, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, negou que o Irã esteja buscando armas nucleares. Já um porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que o relatório da AIEA confirma as "grandes preocupações" em torno do programa nuclear do Irã.

 

A Alemanha é um dos seis países que negociam o tema com os iranianos. Os outros são EUA, Grã-Bretanha, China, Rússia e França, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, com poder de veto nesse órgão. EUA, Grã-Bretanha e Alemanha já se declararam favoráveis a novas sanções ao Irã no CS, mas a China tem resistido a isso. Moscou recentemente deu declarações de que pode aceitar mais sanções ao país. As informações são da Dow Jones.

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