Irã rejeita acusação de interferência de países do Golfo

O Irã rejeitou acusações de países do Golfo de que estaria se intrometendo em assuntos internos, e disse que esses países estavam "fugindo da realidade", informou uma agência iraniana de notícias nesta quarta-feira.

Reuters

26 de dezembro de 2012 | 07h14

Seis países aliados dos Estados Unidos exigiram que o Irã interrompa o que chamaram de interferência na região, em um comunicado na terça-feira no final de uma cúpula de dois dias do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), liderado pela Arábia Saudita, reiterando uma desconfiança de longa data.

O comunicado não deu mais detalhes, mas a mais comum das queixas dos países é relacionada ao Barein, que tem repetidamente acusado o Irã de interferência em sua política interna ao motivar protestos.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, rejeitou a declaração. "Transferir a responsabilidade dos problemas internos dos países da região é uma forma de fugir da realidade, e culpar os outros ou usar métodos opressivos não são os caminhos certos para responder às demandas civis", disse ele, segundo a agência Isna.

O Irã vê o Golfo como o seu próprio quintal e acredita ter um interesse legítimo em expandir sua influência na região.

Em Manama, o ministro de Relações Exteriores do Barein, Khalid Bin Ahmed Bin Mohammed Al Khalifa, disse a jornalistas na terça-feira que o Irã representava uma "ameaça muito séria".

(Reportagem de Zahra Hosseinian)

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