Irã rejeita pressão ocidental no aniversário da revolução

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse neste domingo que Teerã não irá negociar seu controverso programa nuclear sob pressão, mas que conversará com seus adversários se pararem de "apontar a arma".

Reuters

11 de fevereiro de 2013 | 19h58

Em um discurso para marcar o 34º aniversário da revolução islâmica, Ahmadinejad usou um tom mais conciliador que o Aiatolá Ali Khamenei, que no último dia 7 refutou um pedido dos Estados Unidos por negociações diretas das questões em disputa entre os dois países.

Ahmadinejad não tem autoridade para autorizar negociações sobre o programa nuclear, que cabem ao líder supremo Khamenei. Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã possa estar tentando desenvolver armas atômicas sob o manto de um programa nuclear de energia para uso civil, acusação que o Irã nega.

"Você não pode apontar uma arma para a nação iraniana e esperar que eles negociem com você", afirmou Ahmadinejad, discursando para uma plateia reunida na Praça Azadi (Liberdade), em Teerã.

Sua fala, que lidou em parte com a política iraniana em relação a seus ‘inimigos', foi transmitida ao vivo na TV estatal do país. "As conversas não deveriam ser usadas como uma alavanca para impor opiniões".

Ele acrescentou: "Se vocês pararem de apontar a arma para a nação iraniana, eu mesmo negociarei (com vocês)".

Na quinta-feira, Khamenei rechaçou uma oferta de negociações diretas com os Estados Unidos, dizendo que negociações e pressão são incompatíveis. (Reportagem de Yeganeh Torbati)

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