Irã tem novo lote de urânio para pesquisa médica--chefe nuclear

O Irã enviou um novo lote de urânio enriquecido com o objetivo de alimentar um reator de pesquisa médicas na capital neste domingo, afirmou o chefe nuclear do país, em uma indicação de que Teerã está elevando o impasse com as potências mundiais sobre a continuidade do enriquecimento.

Reuters

22 de julho de 2012 | 14h59

Fereydoon Abbasi-Davani, líder da Organização de Energia Atômica do Irã, afirmou que um quarto lote de combustível enriquecido a 20 por cento produzido dentro do país já chegou ao Reator de Pesquisa Médica de Teerã, segundo a agência de notícias Mehr.

O Irã diz que o reator produz isótopos médicos usados para tratar pacientes com câncer. Já as potências do Ocidente acreditam que o Irã armazena urânio enriquecido para armas nucleares.

Uma terceira rodada de negociações entre o Irã e seis potenciais mundiais em Moscou terminou sem nenhum acordo. As resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas exigem que o país suspensa todo o enriquecimento de urânio, enquanto Teerã insiste que tem direito a algum enriquecimento, de acordo com o Tratato de Não-Proliferação Nuclear.

O Irã diz que está disposto a negociar seu enriquecimento de urânio a 20 por cento, o que é muito próximo do grau necessário para a produção de uma bomba atômica.

Abbasi-Davani disse que o Irã vai continuar com as negociações paralisadas.

"Conversas são bem-vindas em qualquer situação", disse ele, segundo a agência Mehr. "Temos defendido fortemente a nossa postura e continuaremos com as conversas até chegarmos a uma solução lógica."

(Reportagem de Yeganeh Torbati)

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