Irã vai julgar três americanos acusados de espionagem

Famílias dizem que os três americanos entraram no país por engano durante caminhada no Iraque

BBC Brasil, BBC

14 de dezembro de 2009 | 10h18

O Irã anunciou que vai levar a julgamento três americanos acusados de entrar ilegalmente no país quando faziam uma caminhada pelo Iraque.  O trio, que está preso desde julho, é acusados de espionagem. As famílias dizem que eles foram parar em território iraniano por engano.

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O ministro iraquiano disse que as autoridades estão levando a cabo "o interrogatório dos três americanos que entraram no Irã ilegalmente com objetivos suspeitos".

"Eles serão levados a julgamento e as decisões serão tomadas", completou o ministro.   Os três frequentaram a Universidade da Califórnia em Berkeley.

Shane Bauer, 27, é jornalista e fotógrafa freelance que cobre o Oriente Médio e a região sudanesa de Darfur. Ele vive em Damasco, na Síria, com Sarah Shourd, 31, professora e escritora.

Josh Fattal, 27, filho de pai iraquiano, é ambientalista e professor no Estado da Pensilvânia e havia viajado para o Oriente Médio para encontrar os amigos e fazer a caminhada.

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Segundo as famílias, o trio deve ter cruzado a fronteira iraniana por engano, durante uma caminhada pela região do Curdistão, no norte do Iraque. A fronteira entre os dois países não é claramente demarcada nesta área.

Correspondentes dizem não descartar que o processo esteja sendo usado politicamente pelo Irã, em um momento em que o país discute com os Estados Unidos seu polêmico programa de enriquecimento de urânio.

No mês passado, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse no mês passado que "não existem evidências para justificar acusações".

"Renovamos nosso pedido, em nome desses jovens e suas famílias, para que o governo iraniano mostre compaixão, os libertem para que possam voltar para casa", disse Clinton.

Em setembro, as autoridades iranianas permitiram que os três fossem visitados por diplomatas suíços, que representam os Estados Unidos no Irã, já que os dois países não têm relações oficiais.  

 

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