Irã vê complô dos EUA para derrubar sua liderança

Um ministro iraniano disse acreditar queos EUA abandonaram a idéia de atacar o Irã, mas querem derrubarsua liderança por meio de uma "revolução branda". O clérigo Gholamhossein Mohseni-Ejei, ministro daInteligência, disse que os inimigos do Irã travaram uma "guerrapsicológica" para preparar uma ação militar contra a RepúblicaIslâmica. Em declarações publicadas na quarta-feira por um jornal dogoverno, ele sugeriu que a bem-sucedida defesa do país contraas forças iraquianas durante uma guerra que durou entre 1980 e1988 e os recentes problemas dos EUA no Iraque levaram osnorte-americanos a repensarem seus planos. "A resistência da nação iraniana durante os oito anos deguerra santa e a derrota dos inimigos no Oriente Médio levarama Arrogância Global (os EUA) a deixarem de lado a opção de umataque militar contra o Irã", disse ele. Os EUA acusam o Irã de fomentar a instabilidade no Iraque.O Irã atribui a violência no país vizinho à ocupação militarnorte-americana, iniciada em 2003. Washington e Teerã tambémvivem atritos devido ao programa nuclear iraniano. Questionado sobre as declarações do ministro iraniano,Gordon Johndroe, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional daCasa Branca, disse em nota: "O povo iraniano claramente merece um governo que forneçabons empregos e serviços para seus cidadãos e uma políticaexterna pacífica, não racionamento de combustível e apoio aoterrorismo, mas as decisões sobre seu governo serão tomadaspelo povo do Irã". Os dois países romperam relações logo após a RevoluçãoIslâmica de 1979, mas neste ano voltaram a manter contatos paratentar encontrar formas para estabilizar o Iraque, o queinteressa a ambos os governos. O governo dos EUA, que acusa Teerã de desenvolver armasnucleares, diz que gostaria de uma solução diplomática para acrise atômica, mas não descarta uma opção militar. O Irã, que garante não ter interesse em bombas atômicas,promete retaliar se for atacado. A República Islâmica acredita que os EUA estão cooptandointelectuais e outros no país para uma "revolução branda". "Oprimeiro plano que os norte-americanos estão liderando é o decriar disputas e divisões entre as forças revolucionáriasiranianas", disse o ministro. De acordo com ele, Washington tenta também retratar ogoverno do polêmico presidente Mahmoud Ahmadinejad como"inútil, a fim de preparar terreno para a entrada de alguns dosseus próprios elementos no governo". "Esta trama não terásucesso", alertou Mohseni-Ejei.

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