Irã vê eventual ataque militar israelense como 'impossível'

As afirmações foram feitas em meio a especulações geradas por uma reportagem sobre possível ataque ao país

BBC, BBC

21 de junho de 2008 | 16h39

O Irã afirmou neste sábado considerar "impossível" um eventual ataque militar israelense contra suas instalações nucleares e classificou o governo israelense de "perigoso".   Veja também: Irã acusa Israel de 'regime perigoso' após manobra militar Israel simulou ataque contra instalações iranianas, dizem EUA Irã adverte que usará a força contra países inimigos   "Tal audácia de embarcar em um ataque contra os interesses e a integridade territorial de nosso país é impossível", disse o porta-voz do governo iraniano Gholam Hoseyn Elham.   As afirmações foram feitas em meio a especulações geradas por uma reportagem publicada na sexta-feira, 20, pelo jornal americano The New York Times dizendo que Israel havia realizado treinamentos militares para um eventual ataque ao Irã.   As Forças Armadas de Israel se negaram a comentar as alegações, dizendo apenas que realiza treinamentos constantes para várias possíveis missões com o objetivo de combater as ameaças ao país.   Israel, os Estados Unidos e outros países ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas atômicas, mas o governo iraniano afirma que seu programa nuclear é pacífico e visa apenas a geração de energia para fins civis.   O porta-voz disse que o Irã está estudando uma proposta feira por Estados Unidos, Rússia, China Grã-Bretanha, França e Alemanha para negociações preliminares sobre seu programa nuclear, mas rejeitou a exigência de que ele seja interrompido como pré-condição para o diálogo.   "Sobre a suspensão já foi dito que suspensão das atividades e suspensão do enriquecimento (de urânio) não é uma questão lógica que seria aceitável e em qualquer caso a continuação das negociações não será baseada na suspensão do enriquecimento’, disse Elham.   Bola de fogo   A possibilidade de um ataque israelense ao Irã também foi criticada por Mohammed ElBaradei, diretor da AIEA, a agência da ONU para energia atômica.   Para ele, um ataque tornaria a posição do Irã mais agressiva e transformaria a região em uma "bola de fogo".   ElBaradei disse acreditar que não há um "risco iminente" de que o Irã consiga desenvolver armas atômicas, dado o atual estágio de seu programa nuclear.   Em entrevista à TV Al Arabiya, ElBaradei disse que se qualquer ação militar for tomada contra o Irã ele deixará seu cargo na direção da AIEA.

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