Ali Shaigan/Fars News /AP
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Irã veta 15 empresas americanas por apoio a Israel

Medida de Teerã se dá em reciprocidade às sanções de Washington a pessoas e entidades relacionadas com o programa de mísseis do país

EFE

26 de março de 2017 | 07h42

As autoridades iranianas publicaram neste domingo uma lista com 15 empresas americancas vetadas por apoio direto ou indireto a Israel e a seus "crimes na Palestina ocupada". 

Segundo o comunidado do Ministério de Relações Exteriores iraniano, estão proibidos quaisquer tratos com estas companhias, em sua maioria bélicas, assim como a emissão de vistos aos responsáveis das mesmas. 

A pasta indica que esta medida se dá em reciprocidade às sanções impostas por Washington neste ano contra 13 pessoas e 12 entidades iranianas relacionadas com o sistemas de mísseis balísticos de Teerã. 

Sobre isso, a nota destaca que essas sanções americanas são contrárias aos direito internacional e que o desenvolvimento das capacidades defensivas do Irã, incluindo seu sistema de mísseis, tem "o fim de exercer seu direito de autodefesa contra qualquer agressão externa".  

Sobre as empresas americanas vetadas, o ministério explica que elas respaldam "os crimes de regime sionista e suas ações de terrorismo" e têm "um papel na desestabilização da região". 

Algumas das companhias sancionadas são a Raytheon, uma dos maiores construtoras de defesas militares dos Estados Unidos; a United Tecnologies, a ITT Corporation e a Magnum Research Inc. Irã, cujo passo é mais simbólico ao não manter negócio com a República Islâmica, as acusa de fornecer armamento a Israel que tem sido usado na repressão do povo palestino. 

Estas medidas iranianas chegam dias depois de Washington anunciar a imposição de sanções a 30 companhias e indivíduos estrangeiros, em sua maioria chineses e russos, por cooperar com o programa iraniano de mísseis e violar as restrições de exportação ao Irã, à Coreia do Norte e à Síria. 

Desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca a tensão entre os dois países disparou. Quando o Irã testou um míssil balístico no último mês de janeiro, antes de anunciar as sanções citadas, Trump advertiu que o país estava "jogando com fogo". 

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