Irã volta a ampliar capacidade de enriquecer urânio, dizem diplomatas

O Irã está supostamente aumentando sua capacidade de enriquecer urânio na usina subterrânea de Fordow, disseram diplomatas ocidentais, em mais um sinal de que Teerã continua desafiando as exigências internacionais para interromper seu programa nuclear.

Reuters

17 de outubro de 2012 | 18h15

Mas os diplomatas disseram que a República Islâmica não parece ter ligado ainda as recém-instaladas centrífugas. "O Irã continua a ampliar a capacidade de enriquecimento", disse uma fonte ocidental.

Um diplomata credenciado na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) disse: "Achamos que eles continuaram instalando centrífugas em Fordow. Achamos que seu ritmo continuou o mesmo que era, que era bastante rápido".

Um próximo relatório da AIEA, previsto para meados de novembro, poderá corroborar as suspeitas de que o Irã está próximo de concluir a instalação das centrífugas em Fordow.

Um diplomata em Viena disse que o trabalho pode estar "quase completo", e outro enviado usou termos semelhantes. A AIEA não se manifestou.

O Irã diz que, para operar um reator de pesquisas médicas em Teerã, precisa refinar urânio até a concentração físsil de 20 por cento, bem acima dos 5 por cento do urânio atualmente enriquecido na usina de Natanz.

O Ocidente teme que o Irã esteja elevando o grau de pureza do urânio para usar o material em uma bomba atômica. Teerã insiste no caráter pacífico das suas atividades.

(Reportagem de Fredrik Dahl)

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