Iranianos celebram 28º aniversário de seqüestro de americanos

Militantes tomaram a embaixada dos Estados Unidos e mantiveram 52 reféns após Revolução Islâmica de 1979

Associated Press,

04 de novembro de 2007 | 11h10

Milhares de iranianos saíram às ruas neste domingo, 4, para celebrar o 28º aniversário da tomada da embaixada americana em Teerã por militantes islâmicos em 1979.  Na capital, os manifestantes - incluindo estudantes do ensino fundamental - reuniram-se em frente à ex-embaixada, onde cantaram canções antiamericanas e anti-Israel.  A tomada da representação - que aconteceu durante a revolução islâmica de 1979, comprometeu severamente a relação entre os dois países. Os 52 americanos que estavam no prédio e que foram mantidos como reféns durante a ação dos islamitas só foram libertados após 444 dias, o que fez os Estados Unidos cortarem relações com o Irã. Os países não mantém laços diplomáticos até hoje. A televisão estatal iraniana mostrou neste domingo imagens da tomada da embaixada e dos reféns americanos. As relações entre Washington e Teerã encontram-se atualmente em um dois níveis mais tensos dos últimos anos, com os Estados Unidos acusando o Irã de possuir planos secretos para construir uma bomba nuclear e de apoiar militantes xiitas no Iraque. A República Islâmica rejeita as acusações.  "Os Estados Unidos criaram um triângulo de ameaças militares, culturais e econômicas contra a nação iraniana", disse o ministro do Interior do Irã, Mostafa Pourmohammadi, que participou do protesto. A autoridade iraniana não comentou o último pacote de sanções impostas à Teerã por Washington nas últimas semanas. "Os americanos nos ameaçam uma vez e voltam atrás dez vezes, porque eles sabem que a nação iraniana é maior e mais estável do que as ameaças", disse Pourmohammadi. Os Estados Unidos querem a aprovação de uma nova rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU para pressionar o Irã a suspender seu programa de enriquecimento de urânio. Washington e outras potências ocidentais afirmam que Teerã tem por objetivo desenvolver combustível nuclear para a construção de armamentos. A República islâmica, por sua vez, argumenta que seus objetivos são pacíficos.M

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