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Iranianos votam para o Parlamento; conservadores são favoritos

Os iranianos votaram na sexta-feira paraescolher um novo Parlamento, no qual os conservadores devemmanter maioria, já que muitos reformistas foram impedidos deconcorrer. Mas isso não significa necessariamente comodidade para opresidente Mahmoud Ahmadinejad, pois entre os conservadores hátambém críticos de sua política econômica e candidatos de olhonas eleições presidenciais de 2009. Os reformistas (que defendem mais liberdades políticas esociais dentro do regime islâmico) esperavam aproveitar ainsatisfação da população com a inflação, que atinge 19 porcento ao ano. Mas esbarraram nas restrições de um órgão não-eletivo, oConselho dos Guardiões, e na repressão do governo adissidentes. Os reformistas devem ter dificuldades para mantersuas cerca de 40 cadeiras entre as 290 do Parlamento. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, votou assimque as urnas abriram, às 8h (1h30 em Brasília), e pediu aosiranianos que fizessem o mesmo. O aiatolá, que tem a palavrafinal sobre as principais questões de Estado, não esconde seuapoio ao governo de Ahmadinejad. Apesar da atual disputa nuclear entre o Irã e o Ocidente, éo preço dos alimentos, e não a política externa, que maispreocupa os iranianos. "Espero que desta vez façam um trabalho melhor e dediquemmais atenção à economia, ao problema habitacional e àinflação", disse Soraya Tavasoli, uma mulher de meia-idade quevota nos conservadores. Outros se sentem desestimulados a votar. "O resultado estáclaro -- os seguidores de Ahmadinejad vão ganhar outra vez,então por que vou me dar ao trabalho?", disse uma dona-de-casaque se identificou apenas como Farnak, de 25 anos, durantecompras em Teerã. O pleito serve como indicativo das chances de reeleição deAhmadinejad, embora isso dependa mais de ele manter o apoio deKhamenei e de outras instâncias do regime. O presidente também conta o apoio de eleitores como HassanSiavashi, 45 anos, que esperava para votar numa seção eleitoralna zona norte de Teerã. "Votar é meu dever religioso. Rezo paraque Deus ajude o grupo de Ahmadinejad a vencer", afirmou. Reformistas alegam que a votação é injusta, porque oConselho Guardião (um órgão que avalia o compromisso doscandidatos com o Islã e o regime clerical) proibiu muitascandidaturas. Mesmo assim, a oposição a Ahmadinejad conclamou os 44milhões de eleitores a irem às urnas para impedir que osconservadores tenham uma vitória fácil.

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