Iraque adia votação sobre permanência de tropas estrangeiras

Proposta permitiria negociar manutenção de soldados depois do fim do mandato da ONU, que acaba neste mês

Associated Press e Reuters,

22 de dezembro de 2008 | 11h13

O Parlamento iraquiano adiou nesta segunda-feira, 22, a sessão para a aprovação da resolução que permitiria que as tropas britânicas e estrangeiras permanecessem no Iraque até julho de 2009. O presidente da casa, Mahmoud al-Mashhadani, pediu pelo adiamento depois que um grupo de parlamentares pediu pela sua renúncia em uma proposta sem ligação com o tema das tropas. A proposta que dá permissão para os soldados em missão no país a permanecer após o mandato cedido pelas Nações Unidas, que expira no final deste ano. Se a medida não for decidida, os militares não terão permissão legal para ficar no país. No sábado, o Parlamento rejeitou a proposta de lei que sancionava a presença das tropas estrangeiras no país, como soldados do Reino Unido, da Austrália e de vários outros países. Os parlamentares justificaram que as relações estrangeiras não poderiam ser definidas pela legislação e que era necessária a negociação de acordos ou tratados com cada país individualmente. No mês passado, Bagdá aprovou um acordo com Washington que prevê a retirada das forças americanas até o fim de 2011. Atualmente, há cerca de 143 mil soldados dos EUA no Iraque. Sob a atual legislação, as tropas estrangeiras deve deixar os combates no país no fim de maio e se retirar completamente no fim de julho, mais de seis anos depois da invasão liderada pelos EUA para derrubar Saddam Hussein. Os parlamentares não parecem discordar dos termos atuais para a retirada, apenas do formado no qual o calendário foi formulado. Eles afirmam que querem algo similar ao acordo bilateral com Washington, que permite a permanência das tropas por mais três anos no país. Os acordos devem substituir o mandato da ONU que estabelece a presença de tropas americanas e expira no fim deste ano, marcando inicio do encerramento da guerra do Iraque. No próximo ano, a policia e os soldados iraquianos devem liderar a segurança no país, as forças de combate americanas deixarão as cidade e vilas até o fim de junho e não poderão conduzir operações sem autorização do governo iraquiano.

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