Iraque analisa emenda para acordo de segurança com EUA

Acordo precisa ser aprovado pelo Governo iraquiano e, depois, passar no Parlamento, antes de entrar em vigor

15 de novembro de 2008 | 15h23

O Conselho Presidencial do Iraque analisou neste sábado, 15, as emendas apresentadas ao acordo de segurança negociado desde março com os Estados Unidos, e informou que está à espera de consultas futuras, informaram fontes oficiais.   Este conselho é integrado pelo presidente iraquiano, Jalal Talabani, e pelos vice-presidentes Tareq al-Hashemi (sunita) e Adil Abdel Mahdi (xiita).   Após a reunião deste sábado, que terminou no início da tarde, houve a divulgação de um comunicado oficial no qual se deu conta de que o conselho estudou tanto as emendas apresentadas pelo Iraque ao pacto quanto as reformas adicionais dos EUA.   O comunicado reúne declarações de Abdel Mahdi nas quais garante que, na reunião de hoje, foi analisada a data da retirada das tropas americanas, levando em conta que a soberania e a independência do Iraque são a "principal prioridade".   Este convênio regulará o marco legal da atuação das tropas americanas no Iraque quando vencer, no final do ano, o mandato dado pelo Conselho de Segurança da ONU.   A minuta inicial aprovada por representantes das duas partes estabelecia a retirada total das tropas americanas do Iraque antes de 31 de dezembro de 2011, embora possibilitasse o adiamento do prazo, caso as duas partes estivessem de acordo.   No entanto, dirigentes políticos iraquianos foram contra esta salvaguarda e, segundo fontes oficiais, entre as reformas propostas, está o fato de que considere como definitiva a data para a retirada das tropas.   O comunicado oficial não ressalta quando o Conselho Presidencial voltará a se reunir, mas reúne declarações de Hashemi nas quais afirma que está à espera da "avaliação do primeiro-ministro Nouri al-Maliki sobre as emendas e a postura definitiva sobre o acordo de segurança".   O acordo precisa ser aprovado pelo Governo iraquiano e, depois, passar ao Parlamento, que tem a última palavra antes de o pacto entrar em vigor. Fontes oficiais haviam dito que o acordo poderá estar pronto no Governo neste fim de semana, antes de ser enviado ao Parlamento.

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