Iraque anuncia queda nos índices de violência desde junho

Suposta melhoria começou após a conclusão do envio de reforço de 30 mil soldados ao país árabe pelos EUA

ASEEL KAMI, REUTERS

22 de outubro de 2007 | 14h48

A violência no Iraque caiu 70% desde o fim de junho, quando as forças norte-americanas concluíram a mobilização do reforço de 30 mil soldados no país, informou o Ministério do Interior nesta segunda-feira, 22.  Veja também   Especial: a ocupação do Iraque  Bin Laden pede união de insurgentesOfesiva dos EUA no Iraque mata 49 militantes e 15 civis No mesmo dia em que o ministério divulgou os novos números, explosões de bombas em Bagdá e em Mosul, no norte do país, mataram cinco pessoas, e confrontos com a polícia deixaram seis militantes mortos na cidade sagrada xiita de Kerbala, a sudoeste da capital.  Washington começou a mandar os reforços para o Iraque em fevereiro, para tentar dar aos líderes políticos do país tempo para obter a conciliação nacional entre os vários grupos que compõem o país. A violência entre a maioria xiita e a minoria árabe sunita matou dezenas de milhares de pessoas e obrigou milhões a sair de suas casas.  Os líderes políticos não chegaram à conciliação, mas o reforço nas tropas conseguiu sufocar a violência.  O plano determinou que os soldados norte-americanos deixassem suas bases e montassem postos avançados de combate nas zonas urbanas. Também incluiu uma série de ofensivas contra a Al-Qaeda, grupo sunita islamita, contra outros militantes sunitas e contra milícias xiitas no entorno de Bagdá.  O general de divisão Abdul-Karim Khalaf, porta-voz do Ministério do Interior, disse aos repórteres que a redução na violência em todo o país atingiu 70% entre julho e setembro, em relação ao trimestre anterior.  Em Bagdá, considerada o epicentro da violência por causa da mistura entre árabes xiitas e sunitas, as explosões de carros-bomba caíram 67% no período, enquanto a de bombas de beira de estrada diminuiu em 40%, disse ele. Também houve queda de 28% no número de corpos desovados nas ruas da capital.  Em Anbar, um antigo reduto de insurgentes onde tribos árabes sunitas aliaram-se às forças dos EUA para combater a Al-Qaeda, houve queda de 82% no número de mortes violentas, disse o porta-voz.  "Esses números mostram uma melhora gradativa no controle da situação da segurança", afirmou Khalaf.

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