Iraque aprova permanência de tropas estrangeiras em 2009

Medida permitirá que 4 mil soldados britânicos e contigentes menores de outros países continuem no país

AP e Efe,

23 de dezembro de 2008 | 13h59

O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira, 23, uma resolução que permite que milhares de tropas britânicas e outras não-americanas continuem no país após o final do ano, quando expira a atual permissão da ONU. A aprovação aconteceu pouco depois dos deputados aceitarem a renúncia do presidente da Câmara, Mahmoud al-Mashhadani.   Veja também: EUA vão mudar função de soldados no Iraque para mantê-los no país EUA devolvem o palácio de Saddam ao Iraque em janeiro Em 2009, apenas EUA devem permanecer no Iraque   A medida permitirá que cerca de 4 mil soldados britânicos e contingentes menores da Austrália, El Salvador, Estônia e Romênia permaneçam no Iraque até o final de julho de 2009. O Reino Unido já anunciou planos de retirar seus soldados do país até maio de 2009.   Em novembro, Bagdá aprovou um acordo com Washington que prevê a retirada das forças americanas até o fim de 2011. Atualmente, há cerca de 144 mil soldados dos EUA no Iraque.   Arte/estadao.com.br   De acordo com fontes parlamentares, a renúncia de Mashhadani também foi motivada pela lei que regulamenta as eleições provinciais iraquianas, assim como pelo assunto do jornalista iraquiano quejogou seus sapatos contra o presidente americano, George W. Bush.   O novo líder da Câmara acrescentou que a nova lei também cede ao Executivo a organização e o controle de presença e atividades dessas forças. A aprovação do projeto governamental ocorre poucos dias depois de o Parlamento ter rejeitado um documento similar também apresentado pelo Executivo.   A atual votação, que terá de ser ratificada pelo Conselho Presidencial, preenche o vazio produzido em conseqüência da conclusão, em 31 de dezembro, do mandato concedido pela ONU para a presença de forças multinacionais no Iraque.   No próximo ano, a policia e os soldados iraquianos devem liderar a segurança no país. As forças de combate americanas devem deixar as cidade e vilas até o fim de junho e não poderão conduzir operações sem autorização do governo iraquiano.  

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