Iraque autoriza médicos a portar armas para se defender

Milhares de profissionais deixaram o país após receberem ameaças de assassinato e seqüestro

Efe,

30 de setembro de 2008 | 05h54

Em uma decisão sem precedentes após mais de cinco anos de violência, o governo iraquiano autorizou os médicos de seu país a portar armas para se proteger das constantes ameaças que sofrem. Em comunicado oficial divulgado na segunda-feira à noite pelo Conselho de Ministros iraquiano, foi anunciado que todos os médicos "terão o direito de portar uma arma para se defender". A decisão responde às queixas e protestos de parte desta comunidade, que sofre freqüentes ameaças de assassinato e seqüestro. Milhares de médicos iraquianos foram obrigados a deixar o país após receberem ameaças, o que causou um drástico corte no pessoal sanitário que trabalha no Iraque desde o começo da guerra, em março de 2003. O Conselho de Ministros iraquiano também pediu que suas forças de segurança não detenham nenhum médico "a menos que haja uma investigação administrativa e por recomendação pessoal do ministro da Saúde". Um número indeterminado de médicos iraquianos foi seqüestrado ou assassinado, e muitos foram postos em liberdade após pagar altas somas de resgate.

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