Iraque diz que acordo permite presença dos EUA no país até 2011

O esboço do acordo de segurança entre Estados Unidos e Iraque exige que as tropas norte-americanas deixem o país até o fim de 2011, a não ser que o Iraque peça para que continuem ali, informou nesta quarta-feira o governo iraquiano, acrescentando também que o acordo dá ao Iraque o direito de processar os militares norte-americanos por crimes cometidos fora de serviço. Esperado há tempos, o acordo de segurança entre Washington e Bagdá é necessário para dar uma base legal à permanência dos Estados Unidos no Iraque depois que a resolução do Conselho de Segurança da ONU expirar, no fim deste ano. O esboço final do pacto, escrito depois de meses de negociações entre as duas partes, foi submetido à aprovação dos políticos iraquianos. As negociações foram marcadas por meses de discordâncias sobre as circunstâncias nas quais as cortes iraquianas poderiam julgar os soldados dos Estados Unidos e quanto tempo eles poderiam ficar no país. "A retirada deve ser alcançada em três anos. Em 2011, o governo vai determinar se um novo pacto será ou não necessário e que tipo de pacto será, dependendo dos desafios que enfrentar", disse Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo iraquiano, à Reuters. Quanto à imunidade das tropas norte-americanas, ele disse: "Dentro de suas bases, eles estão sob a lei norte-americana. A lei judicial iraquiana será implementada caso as forças cometam um delito sério e deliberado, fora de suas bases militares e fora do horário de serviço". O pacto ainda deve ser aprovado pelos líderes políticos, pelo gabinete e pelo parlamento iraquianos. Dabbagh disse que Bagdá procurará uma extensão do mandato da ONU para a permanência das tropas dos Estados Unidos, caso o pacto não tenha sido finalizado até o final do ano. (Por Mariam Karouny)

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