Iraque diz que EUA propuseram manter tropas no país até 2015

Presidente iraquiano afirma que negociadores americanos aceitaram proposta para saída de soldados até 2011

Reuters e Efe,

27 de agosto de 2008 | 08h31

Os Estados Unidos pediram ao Iraque permissão para manter suas tropas no país até 2015, mas negociadores americanos e iraquianos concordaram em limitar a autorização às tropas até 2011, segundo disse o presidente do Iraque, Jalal Talabani.   Veja também: Ocupação do Iraque    "Era uma proposta dos EUA para a data de 2015, e uma proposta iraquiana para 2010, então concordamos em 2011. O Iraque tem o direito, se necessário, de estender a presença dessas tropas", disse Talabani em uma entrevista na TV al-Hurra, segundo uma transcrição publicada no site do partido do governo nesta quarta-feira, 27.   Autoridades dos EUA em Bagdá não estavam imediatamente disponíveis para comentar o caso. Detalhes do acordo têm surgido aos poucos. Ambas as partes disseram que o pacto bilateral de segurança estava perto de ser concluído. O acordo irá dar base legal para as tropas dos EUA permanecerem no Iraque após um mandado das Nações Unidas expirar até o final deste ano.   Nesta semana, o primeiro-ministro Nouri al-Maliki disse que, enquanto as negociações continuam, os dois lados aceitaram o fim de 2011 como data para encerrar a presença de cerca de 145 mil militares dos EUA no Iraque. Autoridades dos Estados Unidos afirmam que não foi feito nenhum acordo final, que terá que ser aprovado pelo Parlamento iraquiano.   Os 150 mil soldados americanos que estão no Iraque são amparados por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que autoriza o envio de soldados estrangeiros ao país depois da invasão americana de 2003 até o fim deste ano. As negociações entre por Washington e Bagdá, iniciadas em março, tentam definir um acordo mais ambicioso que substitua a resolução e permita a presença militar dos EUA de forma indefinida - com bases permanentes - como a instituída na Europa após a Segunda Guerra Mundial..   As negociações deveriam ter sido concluídas em 31 de julho, mas atrasaram porque o Iraque insiste na apresentação de um cronograma de retirada dos soldados americanos. Bagdá quer que as conversas incluam uma data limite. Os americanos, porém querem que a retirada seja definida de acordo com os acontecimentos, sobretudo relacionados à segurança. Outro ponto polêmico na negociação é a imunidade que os EUA exigem para o seu pessoal no Iraque, e o futuro dos prisioneiros nas mãos dos soldados americanos, cerca de 21 mil.

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