Iraque diz que jornalista se desculpou por 'sapatada' em Bush

Governo afirma que Zaidi lamentou por envergonhar o premiê diante do mundo ao lançar sapatos em coletiva

Reuters,

18 de dezembro de 2008 | 11h07

O jornalista iraquiano que lançou seus sapatos contra o presidente dos EUA, George W. Bush, no fim de semana se desculpou com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, por embaraçá-lo diante do mundo todo, segundo afirmou o gabinete do premiê nesta quinta-feira, 18.   Veja também: Lula pede que jornalistas não tirem sapatos em coletiva Gesto de repórter iraquiano é retrato do fim da era Bush Assista ao vídeo da AP com incidente   Veja seqüencia de fotos com a sapatada    Muntadar al-Zaidi, que também chamou Bush de "cachorro", durante uma entrevista coletiva no domingo, se tornou uma celebridade instantânea no mundo árabe, onde atirar os sapatos contra alguém é um grave insulto. "Zaidi disse em carta que seu grande gesto feio não deve ser desculpado", afirmou Yasin Majeed, conselheiro de mídia de Maliki.   Majeed afirmou que Zaidi diz ainda: "mas eu lembro que no verão de 2005, entrevistei vossa Excelência e você me disse, 'entre, a casa é sua'. Então apelo para seus sentimentos paternais por perdão". Sua família afirma que ele está com um braço quebrado e vários ferimentos desde que foi detido pelas forças de segurança iraquianas e pelos agentes do serviço secreto americano. Familiares dizem ainda que ele está em um hospital sob forte esquema de segurança em Bagdá.   Zaidi foi levado para diante de um juiz na terça-feira e confessou "agressão contra um presidente", crime que pode levar a 15 anos de prisão, segundo autoridades judiciais. Ele pode começar a ser julgado logo depois da formalização da acusação. A celebridade alcançada pelo jornalista responsável pelo ato no estilo "Davi versus Golias" é tanta que, segundo seu representante, mais de mil advogados se ofereceram para defendê-lo. Parentes de Zaidi dizem que ele há anos nutre ódio profundo por Bush, a quem culpa pela morte de dezenas de milhares de iraquianos desde o início da guerra, em 2003.

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