Iraque executa 26 pessoas por crimes de 'terrorismo'

O Iraque enforcou 26 pessoas condenadas por delitos de "terrorismo", informou o Ministério da Justiça nesta terça-feira, depois do que um funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) classificou de "esteira de execuções".

Reuters

21 de janeiro de 2014 | 18h01

Todos os executados no domingo eram cidadãos iraquianos. Entre eles estava Adel al-Mashhadani, um líder da milícia "Sahwa" (Despertar) em Bagdá que ficou "famoso por crimes sectários", disse o ministro da Justiça, Hassan al-Shimari, em um comunicado no site do ministério.

As milícias Sahwa são compostas principalmente por homens tribais sunitas que ajudaram as tropas norte-americana a reverter uma insurgência da Al Qaeda no Iraque a partir de 2006.

A violência no Iraque aumentou no ano passado para seus níveis mais altos desde o auge do derramamento de sangue sectário entre sunitas e xiitas em 2006 e 2007, quando dezenas de milhares de pessoas foram mortas.

O Iraque enforcou pelo menos 151 pessoas em 2013, acima das 129 em 2012 e 68 em 2011, afirmou a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, de Nova York, em seu relatório anual publicado nesta terça-feira.

A chefe de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, tem frequentemente condenado as execuções em massa do Iraque.

"Essa contínua esteira de execuções pelo governo do Iraque é simplesmente deplorável", disse o porta-voz de Navi, Rupert Colville, sobre os enforcamentos de domingo.

"O sistema de justiça iraquiano ainda tem enormes deficiências, o que significa que mesmo um pequeno número de execuções corre risco de ser submetido a um erro grave e irremediável da justiça", disse ele.

"Quando pessoas são executadas às dúzias, isso significa que tais erros jurídicos estão praticamente ocorrendo."

(Reportagem de Raheem Salman)

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