Iraque impõe toque de recolher em Mossul após atentados

Pelo menos cinco pessoas morreram em dois ataques com bomba no norte do país

Efe,

26 de setembro de 2007 | 10h17

As autoridades da cidade de Mossul, no norte do Iraque, declararam um toque de recolher indefinido após a explosão de dois carros-bomba nesta quarta-feira, 26. Pelo menos cinco pessoas morreram, informaram fontes policiais iraquianas.   Supostos militantes da Al-Qaeda ampliaram seus ataques no Iraque, disseram militares norte-americanos nesta quarta-feira. "De fato houve um aumento da violência nos últimos dias, em grande parte em áreas nas quais a Al-Qaeda do Iraque opera e com assinatura do grupo", afirmou o general Kevin Bergner, porta-voz militar dos EUA. Segundo policiais, o governador de Mossul, Duraid Kashmola, decidiu impor o toque de recolher "prevendo uma maior deterioração da situação na cidade", situada 400 quilômetros ao norte de Bagdá. Esta medida foi adotada após a explosão de dois carros-bomba na passagem de um veículo militar iraquiano no leste do município e de um carro da Polícia no bairro de Alalam, no sul da cidade. Após esses ataques, a forças de segurança fecharam o acesso a todas as pontes sobre o rio Tigre, que ligam os diferentes bairros de Mossul, e com isso a cidade ficou em meio ao caos, devido à ânsia dos moradores de chegar o mais rápido possível a suas casas após a declaração do toque de recolher.   Perto de Sinjar, também no norte do país, um homem-bomba agiu contra um líder tribal, matando 10 pessoas e ferindo nove, incluindo o próprio líder.   Na época do início do mês islâmico do Ramadã, há duas semanas, a Al-Qaeda prometeu ampliar seus ataques, alertando especificamente os líderes tribais que colaboram com as forças iraquianas e norte-americanas.                               A Al-Qaeda iraquiana reivindicou neste mês o assassinato do xeque Abdul Sattar Abu Risha, líder de uma aliança tribal sunita na Província de Anbar (oeste) que se aliou às forças dos EUA para expulsar os militantes da Al Qaeda daquela enorme região.   No pior dos ataques recentes, na segunda-feira, um homem-bomba matou 26 pessoas, inclusive o chefe de polícia da cidade de Baquba. O ataque ocorreu numa mesquita onde líderes tribais sunitas e xiitas buscavam a reconciliação.   Uma onda prolongada de violência desmentiria as alegações norte-americanas e iraquianas de que o reforço militar enviado por Washington há sete meses teria prejudicado as ações da Al-Qaeda em Bagdá e arredores e reduzido os ataques de outros grupos.                     

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