Iraque julga 15 líderes da era Saddam por crimes de guerra

Entre os acusados está Ali Químico, envolvido na repressão ao povo curdo durante o regime do ditador

Efe,

21 de agosto de 2007 | 07h54

O julgamento contra quinze dirigentes do regime de Saddam Hussein, entre eles "Ali Químico", envolvidos na repressão da rebelião xiita de 1991 no sul do Iraque, começou nesta terça-feira, 21. O Tribunal Superior Penal iraquiano, liderado pelo juiz, Mohammed al-Oraibi, que também foi responsável pelo processo do caso Anfal, julgará os quinze acusados de genocídio, crimes de guerra e violação dos direitos humanos. Entre eles, está Ali Hassan al-Majid, conhecido como "Ali Químico", que era ministro da Defesa na época em que centenas de xiitas se rebelaram contra o governo de Bagdá, após a derrota militar posterior à invasão do Kuwait, em 1991. Outros acusados são o também ex-ministro da Defesa  iraquiano, Sultan Hachim Ahmed, o responsável de pessoal militar, Hussein Rachid al-Tikriti, e o chefe da Guarda Republicana, Iyad Futiyeh al-Rawi. "Ali Químico", Ahmed e Tikrit já foram condenados à morte em 24 de junho pelo envolvimento no "caso Anfal", que julgou os ataques contra vários povos curdos do nordeste do Iraque entre 1987 e 1988, nos quais milhares de pessoas morreram. Em 1991, dezenas de milhares de iraquianos xiitas morreram na repressão de uma rebelião contra o regime de Saddam Hussein, no final da Guerra do Golfo Pérsico, quando as tropas do ditador iraquiano saíra do Kuwait após seis meses de ocupação.

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