Iraque mantém pena de morte contra 'Ali Químico'

Primo de Saddam que idealizou massacre curdo na década de 1980 deve ser executado em 30 dias

REUTERS

04 de setembro de 2007 | 08h03

Uma corte de apelação iraquiana manteve nesta terça-feira, 4, a pena de morte contra o primo de Saddam Hussein, conhecido como "Ali Químico", por ter idealizado uma campanha genocida contra iraquianos curdos na década de 1980.A corte de nove membros afirmou que a sentença de morte contra Ali Hassan al-Majeed será cumprida nos próximos 30 dias.A corte manteve também as penas de morte contra Sultan Hashim, ex-ministro da Defesa de Saddam, e Hussein Rashid, ex-vice-comandante de operações do Exército do Iraque, disse o promotor chefe Munkith al-Fatlawi à Reuters.Os curdos vinham buscando justiça pela campanha Anfal, que deixou marcas em sua região montanhosa. Promotores dizem que até 180.000 pessoas foram mortas nos sete meses de operação em 1988.Majeed era visto como o principal comandante de Saddam. Ele ganhou fama pela brutalidade e teve papel importante também na repressão de uma rebelião xiita no sul, depois da Guerra do Golfo de 1991.Durante a campanha Anfal, milhares de aldeias foram declaradas "áreas proibidas", bombardeadas e destruídas. Milhares de pessoas foram deportadas e executadas.Majeed, que tem mais de 60 anos, admitiu durante seu julgamento recente que mandou as tropas executarem curdos que ignoraram ordens de abandonar aldeias, mas não para usarem gás venenoso.

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