Iraque não atinge metas e segue com violência alta

O governo iraquiano não deu ospassos políticos e militares necessários para reduzir aviolência sectária, disse nesta terça-feira um relatórioparlamentar dos EUA, no mesmo dia em que um generalnorte-americano declarou que os próximos meses serão decisivospara a criação de um ambiente seguro no país. O Escritório de Prestação de Contas do Governo, braçoinvestigativo do Congresso, afirmou que o Iraque não cumpriu 11dos 18 marcos políticos e militares estabelecidos peloCongresso norte-americano em maio, incluindo o fim do controledas milícias na segurança local. "A violência continua alta, o número de forças de segurançairaquianas capazes de conduzir operações caiu e as milícias nãoestão desarmadas", disse o relatório. Apesar do envio de 30 mil soldados adicionais para os EUA,elevando o total a 160 mil, o número de ataques contra civiscontinuou estável entre fevereiro e julho, segundo o texto. Em Bagdá, o chefe das operações militares dos EUA disse queos próximos três ou quatro meses serão vitais para determinarse a retirada de tropas norte-americanas levaria a umrecrudescimento da violência. O general Raymond Odierno, número 2 na hierarquia militardos EUA no Iraque, afirmou que a semana passada teve o menornúmero de incidentes violentos contra civis e forças desegurança nos últimos 15 meses. "Acho que se pudermos continuar fazendo o que estamosfazendo vamos chegar a um nível tal que acharemos que podemosfazer isso com menos tropas", disse Odierno a um pequeno grupode jornalistas num quartel perto do aeroporto de Bagdá. Sem detalhar números, Odierno disse que agosto foi o mêscom menos incidentes em 13 meses. Nesta terça-feira, um major e quatro soldados do Exércitoiraquiano foram mortos por uma explosão na localidade de Baji,ao norte de Bagdá. O Ministério da Eletricidade afirmou queoito funcionários foram sequestrados e mortos na segunda-feirana capital iraquiana. O relatório do Escritório de Prestação de Contas do Governoé um dos três estudos que o Congresso, dominado pelosdemocratas, espera receber antes do duelo contra o presidenteGeorge W. Bush neste mês. Bush está sob pressão dos democratas e de algunsrepublicanos para iniciar a desocupação do Iraque, onde jámorreram 3.700 soldados norte-americanos e dezenas de milharesde civis. Na segunda-feira, Bush esteve com seus comandantes naprovíncia de Anbar, no oeste do Iraque, onde citou algunsavanços e acenou com a perspectiva de redução de tropas, desdeque os EUA estejam em posição de força. A Casa Branca tem até 15 de setembro para apresentar umaavaliação da situação no Iraque. Na semana que vem, o generalDavid Petraeus, principal comandante no Iraque, e o embaixadordos EUA em Bagdá, Ryan Crocker, prestam importantes depoimentosao Congresso. (Reportagem adicional de Dean Yates e Ross Colvin em Bagdá) (Texto de Jackie Frank)

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