Iraque não avança nem militar nem politicamente

Esta é a segunda análise da Casa Branca sobre o progresso no país a apontar perspectivas negativas

Associated Press e Efe,

14 de setembro de 2007 | 12h30

A Casa Branca informou ao Congresso americano nesta sexta-feira, 14, que as lideranças iraquianos pouco avançaram no sentido de atingir os objetivos militares e políticos traçados pelos Estados Unidos em sua estratégia para o Iraque. Desanimadora, a constatação vem um dia depois de o presidente George W. Bush ter dito em discurso à nação que "progressos" conseguidos nos últimos meses justificariam a expectativa de que uma continuada presença militar no país árabe leve os EUA à vitória. Veja Também Bush reduz tropas, mas diz que EUA não abandonam o Iraque Democratas prometem mudar rumo da guerraEpecial: a ocupação do Iraque   O relatório sublinha a fraqueza do pronunciamento de Bush, que argumentou que os sacrifícios americanos estavam criando espaço para que houvesse progressos políticos entre os iraquianos. Esta é a segunda avaliação requerida pelo Congresso sobre como o governo do Iraque cumpre metas políticas e militares, estabelecidas por Washington, para medir o resultado da escalada militar ordenada pelo presidente em janeiro passado. A primeira avaliação da Casa Branca sobre os progressos no Iraque, divulgada em julho, afirmava que o governo iraquiano avançava satisfatoriamente em oito dos 18 objetivos traçados. Outros oito tópicos, no entanto, apresentavam progressos insatisfatórios, segundo o documento. Os dois restantes não puderam ser avaliados. Único avanço O relatório de acompanhamento enviado ao Congresso nesta sexta-feira concluiu que os iraquianos só conseguiram avançar em mais um quesito: permitir que antigos membros do Partido Baath, de Saddam Hussein, assumissem cargos governamentais. O tópico que saiu da coluna de insatisfatório para a de satisfatório. Isso porque políticos iraquianos anunciaram no mês passado que haviam chegado a um acordo sobre a questão. Mas anúncios semelhantes feitos no passado não foram seguidos pela aprovação da legislação correspondente. A Casa Branca, no entanto, argumenta que não houve tempo suficiente entre julho e agora - apenas dois meses - para que houvesse novos avanços. Outro estudo Em um estudo em separado, o Departamento de Estado concluiu nesta sexta-feira que houve uma forte deterioração da liberdade religiosa no Iraque no último ano devido à violência sectária que castiga o país. O Relatório Anual Internacional sobre Liberdade de Religião, do departamento, afirma que seguidores de todas as fés são alvos de ataques e que a violência não está confinada a rivalidades entre sunitas e xiitas muçulmanos.

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