Iraque não está pronto para saída das tropas dos EUA, diz general

Para militar, Exército iraquiano só estará apto a defender o país em 2020

Reuters

12 de agosto de 2010 | 08h38

LONDRES - O Exército do Iraque não será capaz de garantir a segurança do país antes de 2020 e, por isso, os EUA deveriam manter tropas no Iraque até lá, disse o principal general iraquiano, em declarações publicadas nesta quinta-feira, 12, pelo jornal britânico Daily Telegraph.

O general Babakir Zebari afirmou em uma conferência sobre defesa em Bagdá que o Exército local é incapaz de agir sem apoio das forças dos EUA, segundo relato do Telegraph.

O governo dos EUA pretende começar a retirar suas tropas do Iraque no final de agosto, mas 50 mil soldados ainda devem permanecer em tarefas de apoio e treinamento até o fim do ano que vem.

"A esta altura, a retirada está indo bem porque eles ainda estão aqui", disse Zebari. "Mas o problema vai começar depois de 2011. Os políticos precisam encontrar outras formas de preencher o vazio após 2011", analisou. 

Para ele, as forças locais só estarão aptas a garantir a segurança do país daqui dez anos. "Se me perguntassem sobre a retirada, eu diria aos políticos: o Exército dos EUA deve continuar até que o Exército do Iraque esteja totalmente pronto, em 2020", acrescentou.

A violência no Iraque vem caindo desde o auge do conflito sectário, nos anos de 2006 e 07, mas o número de mortes violentas de civis por causa de explosões, tiroteios e outros ataques diários teve forte alta em julho.

Os EUA dizem que a piora da violência já era esperada, pois insurgentes da Al-Qaeda estariam explorando a dificuldade dos partidos políticos em formarem um novo governo após as inconclusivas eleições parlamentares de março.

Em Washington, autoridades americanas fizeram na quarta-feira uma avaliação positiva da situação no Iraque, enfatizando a crescente capacidade das forças de segurança do país.

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