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Iraque não renova contrato com seguranças da Blackwater

Governo recusa atuação de empresa americana acusada de abrir fogo indiscriminadamente contra população

Agência Estado e Dow Jones,

29 de janeiro de 2009 | 08h49

O Iraque não renovará a licença da empresa de segurança Blackwater Worldwide para operar no país. O motivo é um incidente de 2007, no qual guardas da Blackwater mataram civis em Bagdá, informou um funcionário nesta quinta-feira, 29. "O contrato está encerrado e não será renovado por ordem do ministro de Interior", afirmou um porta-voz do ministério, Abdel Karim Khalaf, à agência France Presse. A Blackwater é uma importante parceira do Departamento de Estado norte-americano no Iraque. O incidente ocorrido em 16 de setembro de 2007 causou a morte de civis iraquianos em uma movimentada via da capital iraquiana, o que enfureceu a população local, segundo Khalaf. "É por causa do incidente com tiros em 2007", afirmou o funcionário. Uma investigação iraquiana apontou que 17 civis foram mortos e 20 feridos no incidente, no qual guardas da Blackwater abriram fogo enquanto escoltavam um comboio de diplomatas norte-americanos por Bagdá. A companhia diz que seus guardas estavam agindo em legítima defesa. Cinco ex-guardas da Blackwater devem ser julgados em Washington pelo incidente. Eles já se declararam inocentes. O julgamentos estão previstos para começar no dia 29 de janeiro de 2010. Os críticos afirmam que a Blackwater tem uma "mentalidade de cowboy" e uma abordagem de "atirar, depois perguntar", quando realiza suas tarefas de segurança no Iraque. Após o incidente, o governo iraquiano pressionou o Departamento de Estado para retirar a Blackwater do país, porém o contrato da firma foi renovado em 2008. Empresas como a Blackwater têm atuado no Iraque em um limbo legal, porém funcionários iraquianos se recusaram a conceder imunidade aos membros dessas companhias, segundo com um novo acordo militar firmado em novembro para regular as tropas norte-americanas no Iraque até 2011.

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