Iraque pede que coalizão use poder aéreo para proteger antiguidades

O Iraque pediu a uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos no domingo para utilizar o poder aéreo para proteger antiguidades do país de roubos e destruição por parte de combatentes do Estado Islâmico de alguns dos maiores tesouros arqueológicos do mundo.

DOMINIC EVANS, REUTERS

08 Março 2015 | 13h40

Um ministro do governo disse que a coalizão, que realizou 2.800 ataques aéreos contra posições militares do Estado Islâmico no Iraque e na Síria desde agosto, não estava fazendo o suficiente para salvar a inestimável herança do Iraque.

Os militantes ultraradicais atacaram a cidade de Hatra, de 2.000 anos, no norte do Iraque no sábado, disseram as autoridades, dias depois de terem atacado a antiga cidade assíria de Nimrud.

Um vídeo mostrou os homens saqueando um museu em Mosul, quebrando estátuas e esculturas.

A destruição tem atraído condenação global, com a Organização das Nações Unidas descrevendo os danos à rica história do Iraque como um crime de guerra. Os protestos, no entanto, não pararam o tumulto.

O ministro iraquiano de Turismo e Antiguidades, Adel Shirshab, disse que apenas a coalizão liderada pelos Estados Unidos poderia pôr fim à destruição.

"O nosso espaço aéreo não está em nossas mãos. Está em suas mãos", disse ele a repórteres. "Eu estou pedindo à comunidade internacional e à coalizão para ativar seus ataques aéreos e mirar o terrorismo onde quer que exista."

Shirshab e o chefe do órgão estatal do Iraque para antiguidades e herança disseram que as autoridades iraquianas ainda estavam tentando avaliar a extensão dos danos.

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