Iraque pede tempo à Turquia para tomar medidas contra PKK

Presidente quer maior prazo para combater rebeldes curdos após anunciar que incursão turca é "inevitável"

Reuters,

17 de novembro de 2007 | 14h09

O Iraque pediu à Turquia mais tempo para a implementação de medidas direcionadas a restringir os movimentos de rebeldes separatistas curdos. O pedido foi feito neste sábado, 17, um dia depois do presidente iraquiano ter dito que uma incursão turca é "quase inevitável". O governo regional do Curdistão (KRG) do Iraque montou bloqueios em estradas para impedir o fluxo de alimentos e combustíveis para os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que usam a região montanhosa do Iraque, no norte do país, para ataques no sul da Turquia. "A Turquia deve permitir que medidas sejam tomadas para limitar a atividade do PKK. Esses passos estão em operação há duas semanas", disse o porta-voz do governo iraquiano, Ali al-Dabbagh, a jornalistas em Bagdá. "A Turquia quer ser se livrar do PKK para sempre. Nós estamos tentando ajudá-los da maneira que esteja dentro de nossa capacidade", afirmou o porta-voz, acrescentando que ação unilateral pela Turquia será inaceitável. A Turquia reuniu cerca de 100 mil soldados apoiados por tanques, artilharia e aviões na fronteira com o Iraque e ameaça lançar uma grande operação militar para arrasar as guerrilhas do PKK. Membros do partido turco AK, da situação, foram citados na sexta-feira afirmando que uma operação para além da fronteira pode somente ser evitada se os rebeldes entregarem armas. Uma pesquisa de opinião publicada na sexta-feira mostrou que 81 por cento dos turcos são favoráveis a uma incursão na região que abriga o PKK. O presidente do Iraque, Jalal al-Talabani, um curdo, disse na sexta-feira que uma operação militar turca limitada é "quase inevitável". Ele afirmou que há indicações de que a Turquia vai limitar o tamanho da operação às montanhas, onde o PKK está presente e que não terá como alvo áreas sob controle do KRG.

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