Iraque pode votar permanência de tropas estrangeiras no país

Parlamento pode permitir negociar adiamento da retirada de soldados de outros países como fez com os EUA

Reuters,

22 de dezembro de 2008 | 09h06

O Parlamento iraquiano pode votar nesta segunda-feira, 22, uma proposta que dá permissão para tropas estrangeiras em missão no país a permanecer após o mandato cedido pelas Nações Unidas, que expira no final deste ano, segundo afirmaram fontes parlamentares.   No sábado, o Parlamento rejeitou a proposta de lei que sancionava a presença das tropas estrangeiras no país, como soldados do Reino Unido, da Austrália e de vários outros países. Os parlamentares justificaram que as relações estrangeiras não poderiam ser definidas pela legislação e que era necessária a negociação de acordos ou tratados com cada país individualmente. No mês passado, Bagdá aprovou um acordo com Washington que prevê a retirada das forças americanas até o fim de 2011. Atualmente, há cerca de 143 mil soldados dos EUA no Iraque.   "Posso dizer que há 90% de chance de que a votação aconteça hoje. No domingo, conseguimos um acordo com quase todos os blocos", afirmou Jaber Habeeb Jabir, deputado do bloco independente da aliança xiita, que é parte da coalizão governista. "O Parlamento não tem outra opção senão autorizar o governo a seguir com estes acordos".   Os parlamentares não deixam claro se a votação resultará numa lei, uma resolução ou uma recomendação, mas deve garantir ao governo iraquiano a autoridade para negociar pactos individuais com cada país. O rascunho da lei inclui a presença dos 4,100 soldados britânicos, baseados somente em Basra, no sul do país. Soldados da Austrália, Romênia, Estônia, El Salvador e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão no país.     Arte/estadao.com.br     Sob a atual legislação, as tropas estrangeiras deve deixar os combates no país no fim de maio e se retirar completamente no fim de julho, mais de seis anos depois da invasão liderada pelos EUA para derrubar Saddam Hussein. Os parlamentares não parecem discordar dos termos atuais para a retirada, apenas do formado no qual o calendário foi formulado. Eles afirmam que querem algo similar ao acordo bilateral com Washington, que permite a permanência das tropas por mais três anos no país.   Os acordos devem substituir o mandato da ONU que estabelece a presença de tropas americanas e expira no fim deste ano, marcando inicio do encerramento da guerra do Iraque. No próximo ano, a policia e os soldados iraquianos devem liderar a segurança no país, as forças de combate americanas deixarão as cidade e vilas até o fim de junho e não poderão conduzir operações sem autorização do governo iraquiano.

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