Iraque promete ajudar Turquia para prender rebeldes curdos

Em conferência, primeiro-ministro Nouri al-Maliki diz que tomará medidas drásticas contra o PKK no país

Reuters e Efe,

03 de novembro de 2007 | 11h26

O Iraque afirmou neste sábado, 2, estar pronto para perseguir e prender líderes da guerrilha curda responsáveis por ataques além de suas fronteiras na Turquia, a partir do norte do Iraque. O porta-voz do governo iraquiano Ali al-Dabbagh também disse que Bagdá está disposta a tomar medidas conjuntas com Ancara contra o Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), cujos ataques provocaram ameaças de uma grande incursão militar turca contra os rebeldes. O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, prometeu tomar medidas drásticas contra a presença do PKK no norte do Iraque. "Estamos tomando medidas sérias. O Iraque não deve ser uma base para atacar países vizinhos, vamos cooperar com os nossos para derrotar esta ameaça", acrescentou. Mas o governo em Bagdá tem pouca influência sobre as regiões autônomas curdas no norte. O êxito de qualquer medida contra os militantes do PKK depende da cooperação das autoridades curdas. Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar contra o PKK, Dabbagh disse à Reuters: "Tudo é possível e está na mesa." Sua declaração foi feita durante a realização de uma conferência sobre o Iraque em Istambul, organizada para reduzir tensões na fronteira Turquia-Iraque, que preocupam os Estados Unidos. Maliki convocou os outros países presentes na conferência a intensificar a luta contra o terrorismo. O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que o objetivo da Turquia é um Iraque "estável e confiável". A Turquia quer que os líderes do PKK sejam presos e procura o fechamento dos acampamentos no norte do Iraque, que cada vez mais são usados como bases para alvos de ataque na Turquia, como parte de uma campanha de 23 anos do PKK para ocupação do sudeste do país vizinho.  No norte do Iraque, uma autoridade curda afirmou que o governo regional havia fechado escritórios de um partido político simpatizante do PKK, o Partido da Solução Democrática Curda. A conferência internacional dos países vizinhos ao Iraque que começou na sexta-feira foi retomada no sábado de manhã em Istambul com a presença dos ministros de Assuntos Exteriores e outros representantes do Iraque, Irã, Kuwait, Barein, Arábia Saudita, Egito, Jordânia e Síria. Também foram convidados a Istambul representantes dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, (EUA, França, Inglaterra, China e Rússia). Entre os delegados também há diplomatas do Japão, Alemanha, Itália e Canadá, além da ONU, da Organização da Conferência Islâmica, da Liga Árabe e da Comissão Européia. A conferência de Istambul é a segunda de seu tipo depois da realizada em maio em Sharm el-Sheikh (Egito). A reunião busca fortalecer o diálogo regional para promover a estabilidade no Iraque, apesar de o assunto central ter sido a crise após a ameaça da Turquia de lançar uma incursão militar no norte do raque contra as bases do PKK. A conferência em Istambul termina com a divulgação de um acordo assinado pelos participantes.

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