Iraque quer definir prazo para presença dos EUA no país

Mandato concedido pelo Conselho de Segurança da ONU sobre o Iraque expira no dia 31 de dezembro

EFE

29 de junho de 2008 | 06h26

O Iraque quer impor um limite de tempo para a presença militar dos Estados Unidos no país e se nega a aceitar que se estabeleça um mandato americano sobre seu território, segundo o vice-primeiro-ministro iraquiano, Barham Saleh. Saleh, político curdo com um papel fundamental na negociação com os EUA, explicou que o Iraque quer assegurar a seus vizinhos que um pacto com os norte-americanos não terá repercussões sobre eles, em declarações publicadas neste domingo pelo jornal árabe internacional "Al-Hayat". "Primeiro temos que reconhecer que ainda precisamos do apoio americano e internacional para proteger nosso país do exterior e para levantar as instituições nacionais, assim como para erradicar o terrorismo", disse Saleh. "No entanto, a presença contínua de tropas estrangeiras em nosso território é um assunto que preocupa, especialmente por causa da soberania nacional", acrescentou. Saleh acrescentou que os países vizinhos do Iraque (Turquia, Irã, Arábia Saudita, Kuwait, Síria e Jordânia) devem entender que nenhum acordo de segurança será dirigido contra eles. "Queremos que o apoio dos EUA seja parte da estratégia para manter a estabilidade regional, mais que um sinal de desestabilização", sentenciou. O mandato concedido pelo Conselho de Segurança da ONU sobre o Iraque expira no dia 31 de dezembro e os EUA estão imersos em plano processo de renegociação sobre sua presença militar neste país árabe a partir de então.

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