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Iraque rejeita receber bases permanentes dos EUA

Bagdá pede que presença estrangeira até o fim de 2008, alertando que pode revogar a medida no período

PETER GRAFF, REUTERS

11 de dezembro de 2007 | 07h38

O Iraque nunca irá permitir aos Estados Unidos manter bases militares permanentes em seu território, afirmou o assessor de segurança nacional do governo, apesar do pedido para que as tropas americanas permaneçam no país até o final de 2008."Precisamos dos EUA em nossa guerra contra o terrorismo, precisamos deles para monitorar nossas fronteiras em alguns momentos, precisamos deles para ajuda econômica e precisamos deles para ajuda diplomática e política", afirmou Mowaffaq al-Rubaie. "Mas digo uma coisa, forças ou bases permanentes no Iraque para quaisquer forças estrangeiras é uma linha vermelha que não pode ser aceita por nenhum iraquiano nacionalista", disse na noite de segunda-feira, em entrevista à rede de TV Arabiya. Os EUA têm cerca de 160 mil soldados no Iraque, oficialmente sob mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) desde depois da invasão liderada pelos norte-americanos em 2003. Na segunda-feira, o Iraque formalmente pediu à ONU para renovar este mandato por um ano, até o fim de 2008, mas deixou claro que não quer ampliá-lo para além do próximo ano e que ele poderá ser revertido antes se o país desejar. O presidente norte-americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, assinaram no mês passado uma "declaração de princípios" concordando com relações amigáveis de longo prazo, mas um acordo para que as tropas dos EUA fiquem no Iraque além do ano que vem ainda não foi negociado.

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