Iraque vê 'vácuo de segurança' sem americana Blackwater

O Iraque não tem pressa de expulsar aempresa norte-americana de segurança Blackwater, que está sendoinvestigada pelos disparos que mataram 11 iraquianos, porqueisso deixaria um "vácuo de segurança" em Bagdá, disse nestedomingo uma autoridade do governo. O tiroteio na zona oeste de Bagdá no último domingo irritouos iraquianos e o primeiro-ministro Nuri al-Maliki prometeucongelar as atividades da Blackwater, que emprega cerca de1.000 pessoas e guarda a embaixada dos EUA em Bagdá. Mas cincodias depois, a empresa voltou a trabalhar. Em vez da suspensão da firma, autoridades do Iraque e dosEUA concordaram em estabelecer uma investigação conjunta sobreo trabalho de empresas particulares de segurança como aBlackwater, que muitos iraquianos consideram exércitos privadosque atuam com impunidade. A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice,disse que ordenou uma "revisão completa de como estamosconduzindo" o trabalho de segurança, mas afirmou ser necessáriaa continuidade do funcionamento das missões diplomáticasperigosas no Iraque por serem importantes para os objetivos dosEUA no país. Em medida que parece ser mais para relaxar a resposta doIraque ao tiroteio, um porta-voz do setor de segurança dogoverno em Bagdá disse que a Blackwater e outras empresasparticulares de segurança estão fazendo um trabalho importantejunto a diplomatas estrangeiros. "Se tirarmos ou expulsarmos esta empresa, imediatamentehaverá um vácuo de segurança que exigirá a colocação de tropasno terreno para que possamos proteger estas instituições",disse o porta-voz Tahseen al-Sheikhly em conferência deimprensa. "Isso criará um desequilíbrio na segurança", disse, falandoatravés de um tradutor. O governo de Maliki classificou o tiroteio de "assaltoflagrante" e um crime que irritou o povo iraquiano. Naquarta-feira, Maliki sugeriu que a embaixada dos EUA deixassede usar os serviços da Blackwater e que não permitirá queiraquianos sejam mortos a sangue frio. A Blackwater é uma das maiores empresas de segurançaparticular no Iraque e disse que seus guardar reagiram "deacordo com a lei e de maneira apropriada" a um ataque contra umcomboio que estavam protegendo. Seus guardas voltaram às ruas de Bagdá na sexta-feira,depois que a embaixada dos EUA relaxou os três dias deproibição de circulação de autoridades dos EUA fora da ZonaVerde fortificada. Uma fonte policial iraquiana próxima da investigação negouas notícias de que a investigação conjunta está analisandovídeos da cena que mostram que os guardas da Blackwater abriramfogo sem provocação aparente. O Iraque disse que vai reavaliar a situação de todas asfirmas particulares de segurança, que empregam entre 25.000 e48.000 guardas. Já o Ministério do Interior disse que estápreparando leis que dão mais poderes sobre estas empresas.

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