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Iraque vive pior dia de violência desde retirada americana

Pelo menos 50 pessoas morreram em atentados; exército dos EUA libertou cinco diplomatas iranianos

Agência Estado e Associated Press,

09 de julho de 2009 | 17h53

Explosões provocaram a morte de mais de 50 pessoas no Iraque nesta quinta-feira, 9, pior dia de violência no país árabe desde a saída, em 30 de junho, do exército dos Estados Unidos das principais áreas urbanas iraquianas, informaram autoridades locais. Também nesta quinta, o exército americano libertou cinco diplomatas iranianos presos desde janeiro de 2007 sob suspeita de colaborar com milícias xiitas iraquianas.

 

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Os iranianos foram entregues a autoridades iraquianas a pedido do governo local. A Embaixada do Irã em Bagdá está na expectativa de receber os diplomatas. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, qualificou a soltura dos diplomatas como uma "boa iniciativa" com potencial para encorajar o diálogo entre Washington e Teerã.

 

O dia de violência começou às 6h30, quando um militante suicida vestindo um uniforme da polícia bateu na porta de um investigador da unidade de combate ao extremismo em Tal Afar, no norte iraquiano. Quando o investigador abriu a porta, o militante detonou um cinturão explosivo, suicidando-se e matando o agente, a esposa e o filho dele, disse o general Khalid al-Hamadani, comandante da polícia da província de Nínive.

 

Enquanto uma multidão se aglomerava para ver o que acontecera, outro militante suicida atacou, disse o general de polícia. O duplo ataque suicida deixou um saldo total de 38 mortos e 66 feridos. Em Bagdá, explosões ocorridas na manhã desta quinta deixaram 18 mortos e dezenas de feridos.

 

O pior ataque do dia na capital iraquiana ocorreu em Cidade Sadr, um distrito majoritariamente xiita de Bagdá. Ali, oito pessoas morreram e 30 ficaram feridas em explosões coordenadas perto de uma feira livre.

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