Iraquianos pedem justiça contra empresa de segurança privada

Empresa dos Emirados Árabes assume responsabilidade pela morte de duas mulheres na terça-feira em Bagdá

Associated Press e Efe,

10 de outubro de 2007 | 11h39

Parentes das duas iraquianas mortas em Bagdá na última terça-feira fizeram um clamor coletivo por justiça durante o enterro das vítimas nesta quarta, 10. Elas foram mortas por agentes de segurança de uma empresa particular enquanto dirigiam pela capital iraquiana.   Nesta quarta, a empresa Unity Resources Group, com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, assumiu responsabilidade pelo tiroteio. "A primeira informação que temos é de que nossa equipe foi abordada em grande velocidade por um veículo que não parou apesar de várias advertências, que incluíram sinalizações manuais e uma barreira", disse a empresa em comunicado.   Fontes policiais revelaram após o ocorrido que os agentes dispararam de um veículo 4x4 em movimento enquanto transitavam por Al-Karrada. Segundo o relato policial, o motorista não parou o veículo a tempo e os seguranças particulares abriram fogo, matando as duas mulheres e deixando o local pouco depois. Testemunhas afirmaram que a motorista teria tentado parar o carro.   Os corpos de Marou Awanis e Geneva Jalal, ambas católicas, estão sendo velados na Igreja da Virgem Maria, em Bagdá. Poucos familiares apareceram para a cerimônia.   Durante o funeral, o padre Kivork Arshlian pediu para que o governo puna os responsáveis pelas mortes para acabar com a sensação de impunidade contra as empresas de segurança estrangeiras.   "Este é um crime contra a humanidade e contra os iraquianos em particular. Muitos outros estão sendo mortos da mesma maneira", afirmou o sacerdote, que se refere aos recentes casos envolvendo a empresa Blackwater, acusada de matar 17 civis, e ferir outras 27 pessoas, em um incidente similar na praça de Al-Nusur em Bagdá, em 16 de setembro.   O governo iraquiano culpou a firma americana e classificou as mortes como "premeditadas". Na última terça, Bagdá anunciou que planeja pedir à companhia de segurança o pagamento de indenizações no valor de US$ 8 milhões para cada família dos 17 civis mortos.

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