Irmandade Muçulmana convoca sírios para protestos de rua

Manifestantes aproveitam dia de orações na sexta-feira para protestar contra o presidente Al-Assad

Reuters

28 de abril de 2011 | 18h47

AMÃ - A Irmandade Muçulmana, banida da Síria, convocou os sírios para que saiam às ruas e exijam liberdade, segundo declaração do movimento divulgada nesta quinta-feira, 28, antes das tradicionais orações de sexta-feira.

 

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"Não deixem que o regime cerque seus compatriotas. Gritem com uma só voz por liberdade e dignidade. Não permitam que o tirano escravize vocês. Deus é grande", afirma a declaração enviada à Reuters.

 

 

Foi a primeira vez que a Irmandade, cuja liderança está no exílio, convocou diretamente os manifestantes na Síria desde que protestos pró-democracia contra o presidente do país, Bashar al-Assad, começaram há seis semanas.

 

As sextas-feiras costumam ser dias violentos na Síria. Os manifestantes organizam protestos para depois do período de orações que geralmente acabam em confrontos com as forças de segurança e, consequentemente, deixam feridos e mortos.

 

Assad suspendeu as leis de emergência que estavam vigentes no país há décadas, mas a medida não foi o suficiente para acalmar os protestos. Os sírios querem o fim do regime, que já dura 11 anos, e protestam por mais liberdade política.

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