Irmão do presidente do Afeganistão nega envolvimento com CIA

Ahmed Karzai é acusado de receber pagamentos para formar grupo paramilitar para órgão do governo dos EUA

Associated Press,

28 de outubro de 2009 | 21h14

Ahmed Wali Karzai, o irmão do presidente do Afeganistão, negou relatos de que venha, há oito anos, recebendo pagamentos regulares da CIA.    

 

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O jornal New York Times, citando como fontes membros oficiais do governo norte-americano, publicou reportagem na terça-feira, 27, na qual informa que a CIA paga Karzai por diversos serviços. Entre eles, recrutar uma exército paramilitar no Afeganistão que operasse dentro e em volta da cidade de Kandahar, sob o comando da CIA.

 

Karzai classificou a reportagem como "ridícula": "Eu trabalho com americanos, ingleses, canadenses, qualquer um que requisite meus serviços. Eles (a CIA) fazem seu próprio recrutamento. Eu não tenho ideia de como é feito o recrutamento. É absolutamente ridícula", disse à agência de notícias Associated Press.

 

A reportagem do jornal americano afirma que a relação entre a CIA e Karzai, que é suspeito de atuar no tráfico de ópio, criou sérias divisões no governo Obama.

 

As acusações de que Karzai está envolvido no tráfico de drogas circulam em Cabul, capital do Afeganistão, há meses. Ele nega a prática de tal crime.

 

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, se negou a fazer qualquer comentário sobre a possível relação entre Karzai e a CIA, mas garantiu que a administração de Barack Obama não apoia qualquer tipo de acordo semelhantes a este que está sendo veiculado.

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