Israel aceita mais 600 tropas palestinas na Cisjordânia

Israel autorizou na terça-feira queaté 600 membros de uma força palestina treinada na Jordânia sobsupervisão dos Estados Unidos se desloque para uma cidade daCisjordânia que já foi considerada reduto de militantes. Israel espera que a decisão, a poucos dias de uma novavisita à região da secretária norte-americana de Estado,Condoleezza Rice, aplaque as críticas palestinas e ocidentaisde que Israel não estaria contribuindo com o processo de pazpromovido pelos EUA nem com a estabilização da Cisjordânia. O ministro da Defesa, Ehud Barak, vai informar a decisão naquarta-feira pessoalmente ao primeiro-ministro palestino, SalamFayyad. Uma fonte de defesa disse que os palestinos vão decidirquantos soldados, atualmente fazendo curso na Jordânia, serãodeslocados para Jenin, no norte da Cisjordânia. Fayyad disse que vai "esperar para ver" o resultado do seuencontro com Barak, e acrescentou que os palestinos já têmforças em Jenin e outras cidades. "A Autoridade Palestina écapaz de obter segurança", afirmou. O ministro palestino do Interior, Abdel-Razak Al Yahya,afirmou à Reuters que os soldados serão enviados "para onde ascondições exigirem que estejam e com base em decisõespalestinas". A força palestina foi criada pelo acordo de Oslo (1993),mas deixaram de patrulhar as cidades depois do início darebelião palestina de 2000, quando as tropas israelensesretomaram o controle das ruas palestinas. Em novembro, forças palestinas voltaram à cidade de Nablus,onde no entanto Israel continua realizando ações militares. Naterça-feira, soldados israelenses entraram em confronto compalestinos que atiravam pedras num campo de refugiados dacidade. Israel considera Jenin e Nablus como centros da atividademilitante palestina, embora nos últimos meses essas cidadesestejam tranqüilas. Na época da rebelião, Israel alvejava todos os palestinosque portassem armas, já que alguns membros da força palestinaparticipavam ativamente nos ataques contra os soldadosisraelenses. (Reportagem adicional de Wafa Amr e Ali Sawafta emRamallah, Dan Williams e Avida Landau em Jerusalém e ArshadMohammed em Washington)

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