Israel adia libertação de 230 palestinos para a próxima semana

Governo israelense justifica que Abbas, que está na peregrinação em Meca, quer receber os prisioneiros

Associated Press e Reuters,

08 de dezembro de 2008 | 10h03

O governo de Israel decidiu atrasar a libertação de 230 prisioneiros palestinos até o dia 15 de dezembro, segundo afirmaram oficiais israelenses e palestinos nesta segunda-feira, 8. Inicialmente a soltura estava prevista para esta terça-feira, como gesto de boa vontade ao líder do Fatah e presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Saeb Erekat, assessor de Abbas, disse que o adiamento será feito por conta de medidas legais do lado israelense. Porém, oficiais de Israel disseram que o atraso foi coordenado com Abbas, que participa da peregrinação em Meca e quer receber os presos libertados. Os prisioneiros são parte dos 11 mil palestinos detidos em Israel. Eles seriam soltos nesta terça por conta da festa muçulmana do Eid al-Adha (do sacrifício). Israel anunciou no mês passado que pretendia libertar 250 prisioneiros, mas o comunicado afirmou que o gabinete de ministros que se reuniu neste domingo aprovou uma lista com 230 nomes. Nenhum dos prisioneiros que serão libertados teria "sangue em suas mãos", afirma o comunicado, em referência aos ataques que causaram vítimas israelenses. As libertações são relevantes para os palestinos, que vêem dos detidos como símbolo de resistência contra a ocupação de Israel. Cerca de 200 prisioneiros foram libertados por Israel em agosto. As negociações de paz entre Olmert e Abbas apoiadas pelos EUA, rechaçadas pelo Hamas - que controla a Faixa de Gaza -, tem mostrado poucos sinais de progresso.

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