Israel adverte UE para intervir em disputa por Jerusalém

Estado judeu acusa Suécia, que ocupa presidência rotativa do bloco, de liderar iniciativa a favor dos palestinos

Efe e Agência Estado,

01 de dezembro de 2009 | 15h57

O governo de Israel advertiu, nesta terça-feira, a União Europeia (UE) para que não siga em frente com um plano que poderia reconhecer Jerusalém Oriental como a capital palestina. O jornal israelense Haaretz informou nesta terça-feira, 1º, que a Suécia, que ocupa a presidência rotativa da UE, estaria encabeçando uma iniciativa que pode ser votada durante uma reunião da aliança europeia, prevista para a próxima semana em Bruxelas.

 

O ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, afirmou que isso afetaria a capacidade de a União Europeia atuar como mediadora no Oriente Médio. Segundo ele, seria melhor que os europeus dirijam seus esforços para convencer os palestinos a retornar à mesa de negociações.

 

As exigências israelenses e palestinas por Jerusalém Oriental, capturada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, são um dos temas mais espinhosos no conflito entre as duas partes. Além disso, os palestinos querem o fim das construções em assentamentos na Cisjordânia, outro território que eles querem como parte de seu futuro Estado independente.

 

Ratificação

 

A União Europeia (UE) não mudou sua posição sobre Jerusalém, que considera que deve ser a futura capital "compartilhada" de Israel e do futuro Estado palestino, conforme anunciou também nesta terça, 1º, o porta-voz de Exteriores comunitário, Lutz Gullner.

 

A posição da UE é "bem conhecida" e "não mudou em nada", e estipula que Jerusalém se transforme no futuro na capital "compartilhada" de dois Estados, disse Gullner.

 

Acrescentou que a UE espera que as negociações de paz entre israelenses e palestinos possam retomar "muito em breve" para decidir esta e outras questões sobre o status final.

 

A Presidência sueca da UE deve apresentar na quarta aos outros países comunitários uma proposta de texto de conclusões sobre o Oriente Médio que seria aprovada no Conselho de ministros de Exteriores da UE na próxima terça-feira.

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