Baz Ratner/Reuters
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Israel ameaça atacar Síria por causa de armas químicas

Países da Otan dizem que Damasco possui 4 locais com estoques de substâncias usadas no arsenal

Reuters

28 de janeiro de 2013 | 10h09

TEL-AVIV - Israel pode recorrer a uma ação militar se considerar que a Síria está perdendo o controle sobre seu arsenal de armas químicas, disse o vice-premiê israelense no domingo.

Silvan Shalom confirmou um relato jornalístico de que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu reuniu seus chefes de segurança na semana passada para discutir a guerra civil da Síria e o estado do suposto arsenal químico do país.

Israel e países da Otan dizem que Damasco possui quatro locais com estoques de substâncias usadas em armas químicas. A Síria é vaga a respeito desse arsenal, mas diz que teria condições de protegê-lo e usá-lo apenas contra eventuais ataques externos.

A reunião israelense de quarta-feira não foi anunciada publicamente e foi vista como algo excepcional, pois ocorreu enquanto ainda eram apurados os votos da eleição parlamentar da véspera, vencida por estreita margem pela coalizão de Netanyahu.

Shalom disse à Rádio do Exército de Israel que, se a guerrilha libanesa Hezbollah ou rebeldes sírios obtiveram armas químicas, "isso mudaria dramaticamente a capacidade dessas organizações, violaria todos os limites, o que exigira uma abordagem diferente, incluindo mesmo operações preventivas."

Generais israelenses já disseram estar prontos para uma eventual intervenção militar na Síria. "O conceito, em princípio, é que não deve acontecer", acrescentou Shalom. "No momento em que começarmos a entender que tal coisa está passível de ocorrer, vamos tomar decisões."

O Canal 2 da TV israelense noticiou que rebeldes sírios parecem se aproximar de importantes instalações associadas ao arsenal químico sírio, em Al Safir e Damasco. O canal mostrou fotos de um interceptador de foguetes israelense instalado no norte de Israel.

Um porta-voz militar confirmou que duas baterias do sistema "Cúpula de Ferro" foram levadas para a região de Haifa, mas afirmou que isso não ocorreu "devido a nenhuma situação específica de segurança", e sim como parte de um rodízio regular dos equipamentos.

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