Israel amplia ameaças de invadir a Faixa de Gaza

Invasão é alternativa a proibição da Justiça da suspenção do fornecimento de eletricidade para a região

DAN WILLIAMS, REUTERS

30 de outubro de 2007 | 23h36

Israel ampliou na terça-feira suaameaça de invadir a Faixa de Gaza em resposta aos disparos defoguetes palestinos, já que a proposta de reduzir ofornecimento de energia esbarrou em objeções de juristas epotências estrangeiras. Desde que desocupou Gaza, em 2005, Israel realiza incursõesterrestres e aéreas regulares contra os responsáveis pelosfoguetes, que nem por isso deixaram de cair em territórioisraelense. Duas operações desse tipo na terça-feira mataram pelo menosquatro policiais do grupo islâmico Hamas, que controla a regiãodesde junho, e feriram seis civis palestinos. "Cada dia que passa nos deixa mais perto de uma amplaoperação em Gaza", disse o ministro israelense de Defesa, EhudBarak, a jornalistas. "Não estamos ansiosos por isso eficaríamos felizes se as circunstâncias evitassem." Israel, que controla as entradas da Faixa de Gaza, começounesta semana a reduzir a quantidade de combustível enviada àregião e queria diminuir também o fornecimento de eletricidade,mas essa medida foi adiada, já que ONU e União Européia pedirama Israel que não imponha essa "punição coletiva" aos 1,5 milhãode moradores de Gaza, o que seria uma violação do direitointernacional. O procurador-geral de Israel também é contra o corte naeletricidade, por razões humanitárias. A Grã-Bretanha se diz "profundamente preocupada" comrelatos de que Israel havia reduzido o fornecimento decombustível e cogitava cortes elétricos. "Continuamos firmemente comprometidos com a segurança deIsrael e reconhecemos seu direito de agir em autodefesa. Masmedidas tomadas por Israel em resposta a extremistas violentosdevem ser consistentes com o direito humanitário internacionale não causar sofrimento a civis inocentes", disseram ochanceler David Miliband e o secretário de DesenvolvimentoInternacional, Douglas Alexander, em nota divulgada em Londres. (Colaborou Nidal al-Mughrabi em Gaza e Ari Rabinovitch eAdam Entous em Jerusalém)

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