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Israel amplia segurança contra palestinos após tiroteio

Governo fecha acesso por 36 horas e reforça policiamento após tiroteio em seminário que matou oito

Associated Press e Reuters,

07 de março de 2008 | 09h21

Israel impôs severas medidas de segurança nesta sexta-feira, 7, para tentar evitar novos episódios de violência após um palestino armado abrir fogo em um seminário judaico e matar oito estudantes em Jerusalém na quinta. A policia estabeleceu bloqueios e o Exército reforçou as restrições ao trânsito de palestinos da Cisjordânia em território israelense pelas próximas 36 horas, temendo choques entre israelenses e palestinos no dia em que milhares se reuniram no funeral das vítimas.   Veja também: Milhares participam de funeral das vítimas Tiroteio em seminário mata 8 em Jerusalém Grupo desconhecido reivindica atentado Bush diz 'estar firme' com Israel Atentado foi o pior dos últimos 2 anos França condena ataque 'com a máxima firmeza'   A fronteira com a Faixa de Gaza está isolada desde o bloqueio imposto ao Hamas, interrompendo o fornecimento de suprimentos. Na quinta-feira, um palestino que morava em Jerusalém Oriental (setor árabe da cidade, ocupado por Israel em 1967), invadiu o seminário rabínico Mercaz Harav, no setor ocidental de Jerusalém, matando pelo menos oito alunos e ferindo dez antes de ser morto por um soldado que correu para o local ao ouvir os disparos. Ele teria trabalhando como motorista para a escola anteriormente.   A casa do atirador foi decorada com bandeiras do Hamas, da Jihad Islâmica e de outros grupos islâmicos. Milhares de pessoas participaram do funeral dos estudantes, que tinham entre 16 e 25 anos, em Jerusalém. A segurança na cidade foi reforçada, segundo o porta-voz da polícia, e o acesso de palestinos às orações tradicionais de sexta na mesquita de al-Aqsa, a terceira mais sagrada do islã, foi limitado por temos de enfrentamentos. O templo é próximo ao Muro das Lamentações, um dos monumentos mais sagrados pelos judeus.   O seminário Merkaz Harav é há tempos uma base ideológica para o movimento de colonos judeus nos territórios palestinos. A polícia identificou o atirador como Ala Abu Dhaim. Este foi o ataque mais sangrento nos últimos dois anos no país e o primeiro cometido em Jerusalém nos últimos quatro anos, onde residentes árabes têm livre acesso às áreas judias da cidade e ao resto do país.   Num comunicado divulgado pela TV Manar, do grupo xiita libanês Hezbollah, a organização palestina Mártires de Imad Mughniyeh e Gaza, até então desconhecida, assumiu a responsabilidade pelo ataque - condenado pelo presidente palestino, Mahmud Abbas. O Hamas, grupo islâmico que controla Gaza, elogiou a "operação heróica". Israel afirmou que as negociações com a Autoridade Palestina não serão prejudicadas.   O ataque ocorreu um dia depois de a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, ter persuadido Abbas a retomar as negociações de paz - suspensas depois que ataques israelenses deixaram 120 mortos na Faixa de Gaza na semana passada. Condoleezza disse que o atentado foi um "ato de terror".   Matéria alterada às 10h45.

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