Israel anuncia eleições gerais antecipadas para fevereiro

Pleito pode acontecer no dia 10 ou 17; após fracasso da coalizão de governo, Tzipi Livni é a favorita

Efe e AP,

28 de outubro de 2008 | 16h08

As eleições gerais antecipadas em Israel acontecerão em meados de fevereiro de 2009, anunciou nesta terça-feira, 28, uma porta-voz do Knesset (Parlamento israelense). Ela informou que as eleições poderiam acontecer em 10 de fevereiro, mas precisou que existem possibilidades de que os deputados apóiem uma lei para que se realizem uma semana depois, em 17 de fevereiro. Veja também:Pesquisas mostram Livni com pequena vantagem em IsraelOlmert pode ser indiciado e deixar cargo antes de eleiçãoPalestinos dizem que não haverá paz com Israel este ano O anúncio aconteceu em coincidência com uma reunião da presidente da Knesset, Dalia Itzik, com os líderes das diversas facções políticas com representação parlamentar, para tentar definir a data das eleições. O presidente de Israel, Shimon Peres, anunciou na segunda que haveria uma antecipação das eleições gerais, após descartar solicitar a algum deputado a formação de um novo governo.  Peres fez o anúncio depois que a ministra de Exteriores e líder do partido governante Kadima, Tzipi Livni, informasse sobre seu fracasso na tentativa de consolidar uma coalizão parlamentar para liderar um novo Executivo que substitua o presidido por Ehud Olmert, que teve que renunciar devido a escândalos de corrupção. Segundo as pesquisas divulgadas esta semana, Livni lidera as preferências dos eleitores, seguida de perto pelo chefe do partido direitista Likud, Benjamin Netanyahu. No papel de ministra, Livni a principal negociadora da paz com os palestinos no último ano e várias vezes mencionou a necessidade de se fazer concessões territoriais. Netanyahu tem uma postura mais intransigente em relação à concessão de terras e descarta dividir Jerusalém, outra demanda importante para os palestinos. As pesquisas mostram que os blocos de direita e centro-esquerda devem seguir disputando arduamente, como tem ocorrido nos últimos anos. Tzipi assumiu a liderança do Kadima no mês passado em eleições internas. Ela substitui o até então primeiro-ministro Ehud Olmert, forçado a renunciar após ser envolvido em escândalos de corrupção. A ex-ministra tentou manter intacta a coalizão, porém foi pressionada principalmente pelo partido ultra-ortodoxo Shas, que apresentou novas demandas, consideradas excessivas por ela.  Em reunião com Peres, Tzipi afirmou que não cederia a "chantagens políticas". O encontro foi transmitido ao vivo pela televisão israelense. Com a desistência, ela forçou o presidente a convocar novas eleições.

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