Israel aperfeiçoa ataques aéreos, mas civis não estão imunes

Um dia depois, há poucos indíciosdo ataque aéreo que matou Amer Qarmout --uma pequena cratera nochão, alguns pedaços sangrentos de tecido empoeirado, masnenhum destroço do supersecreto míssil guiado israelense usadona ação. Se esse palestino, comandante de uma equipe de lançadoresde foguete, tivesse dado um ou dois passos adiante nos segundosantes do impacto, ele poderia ter escapado da morte, como doisde seus colegas que ficaram feridos no ataque. Ao intensificar sua campanha aérea contra os militantes nasuperpovoada Faixa de Gaza, Israel está empregando táticas dealta tecnologia desenvolvidas para reduzir os danos e o númerode pedestres feridos, bem como afastando críticas doestrangeiro. "Há uma tendência de melhoria muito grande, ao acertar osterroristas e não os não-combatentes", disse um alto comandanteda Força Aérea de Israel. A Força Aérea diz que seus ataques de agora provocam umavítima entre os civis para cada 20 militantes mortos ouferidos, em comparação com a taxa aproximada de 1 para 1 quandoa prática de ataques aéreos foi introduzida, em 2002. Autoridades palestinas e o grupo israelense de defesa dosdireitos humanos B'Tselem contestam esses números e indicam quea taxa é de uma vítima civil para cada três ou quatromilitantes. As tropas e tanques israelenses realizam tambémregularmente incursões terrestres mortíferas em Gaza. Mas há consenso em que os métodos israelenses estãoevoluindo. Em 2002, Israel matou o comandante militar do Hamas, SalahShehada, ao lançar uma bomba de uma tonelada em sua casa. Amorte de outras 14 pessoas no ataque provocou uma onda decensura internacional. Se antes os mísseis antitanque Hellfire, fornecidos pelosEstados Unidos e lançados de helicópteros de combate,espalhavam estilhaços e metal derretido em ruas lotadas degente, por exemplo, agora os ataques são geralmente à noite eempregam artilharia de tão baixo teor explosivo que os carrosatingidos costumam permanecer em boa parte intactos. O membro do comando da Força Aérea de Israel disse que osplanos operacionais têm seu ponto máximo nos mísseis secretosde fabricação israelense, com ogivas que causam explosõespequenas e relativamente controladas. "O impacto é somente no alvo", disse ele, acrescentando quealgumas vezes as munições presentes nos veículos dos militantesexplodem inesperadamente, causando vítimas "secundárias" quenão podem ser previstas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.